Free Bird…

•Junho 25, 2009 • 2 Comentários

Olá amigos da rede globo… oops… (essa copa das confederações teve alguma importância nessa introdução), digo:

Olá amigos apreciadores da boa música, após quase 3 meses de ausência venho com boas novas. Estive viajando pela Europa e pude conferir alguns shows pra lá de interessantes, e meus próximos posts serão dedicados a essa experiência quase indescritível (eu disse quase) pela qual passei.

Durante 2 semanas pude conferir  4 dias de  Sweden Rock Festival, AC/DC em Barcelona e Lynyrd Skynyrd em Londres, este último que será meu foco nesse post.

Com muita ansiedade, fui para a Europa já sabendo da turnê do Lynyrd Skynyrd que passaria pela Grã-Bretanha, e inclui propositalmente no meu itinerário uma passagem por Londres, cidade qual eu não conhecia ainda, com fortes intenções em realizar o sonho de ver essa banda que tem mais de 30 anos de existência e passou e têm passado por poucas e boas desde 1977, quando parte da banda faleceu em um acidente aéreo enquanto sobrevoavam os Estados Unidos em turnê de um de seus mais aclamados discos, o Street Survivors.

Haviam grandes dúvidas se a banda continuaria sua turnê, já que em Janeiro desse ano a banda perdeu um dos membros fundadores Billy Powell (tecladista) e mais recentemente ainda em Junho, faleceu vítima de câncer o baixista Ean Evans. Mas a banda passou por cima de tudo isso, chamando Peter Keys e Robert Kearns para os respectivos cargos de tecladista e baixista.

Desde algum tempo, os ingressos já estavam esgotados e eu não tinha conseguido o meu ainda, fui para lá na esperança de encontrar algum cambista que não fosse muito extorsivo se aproveitando da minha sede por rock ´n roll e me cobrasse um preço relativamente honesto, mesmo sabendo que para um país que funciona na base da Libra, isso seria um tanto difícil de acontecer.

Bebemoração com o Ingresso na mão!

O2 Brixton Academy

Na véspera do show, no sábado 30/06/09, fui até o local do show, verificar se realmente os ingressos haviam acabado,  e a fachada do O2 Brixton Academy já anunciava “Sold out”, e a bilheteria estava realmente fechada, me restou somente passar em um dos inúmeros pubs londrinos, tomar uma bela pint, e seguir em frente na esperança de encontrar algum cambista generoso no dia do show. Dito e feito, no dia seguinte, após um passeio prá-lá de agradável por todo o centro de Londres, fui para o show com certa antecedência e não demorei muito a conseguir comprar meu ingresso praticamente 80% super-valorizado, ou seja, perdi 30 libras (cerca de R$ 100,00) na brincadeira, mas garanto… foram muito bem recompensados.

Estando com o ingresso na mão, e faltando mais ou menos 2 horas para o show, era a hora de ir “bebemorar” e com razão dessa vez.

Bebemoração com o Ingresso na mão!

Bebemoração com o Ingresso na mão!

Faltando cerca de 30 minutos para o espetáculo começar, me dirigi ao local do show, e ao adentrar a casa sem muita confusão, já avistei a barraca de merchandise oficial e fui ao delírio, ainda mais ao delírio ao perceber que aceitavam cartão de crédito, resumo da ópera: 3 camisetas oficiais e uma bandeira sulista linda, com as escritas: “Southern by the Grace of God” e o logo da banda abaixo. A casa de show era pequena mas muito bem estruturada, a pista num formato de rampa permitia ótima visualização do palco de praticamente qualquer lugar da casa. Não sou muito bom para estimar a quantidade de pessoas, mas acredito que menos de 3 mil pessoas estavam no local. A abertura ficou por conta de uma banda local, a qual não consegui descobrir o nome ainda, mas o guitarrista e vocalista é um ótimo músico e fez seu papel muito bem, apesar do tipo de som da banda não me agradar muito.

Após a abertura, sobem ao palco o Lynyrd Skynyrd e as emoções vêem a tona, lembro de toda a história da banda e dos contratempos que atrapalharam e atrapalham a trajetória dessa banda ícone do Southern Rock, e mesmo assim como uma lição de superação e amor à música eles prosseguem seus caminhos.

Lynyrd Skynyrd em ação...

Lynyrd Skynyrd em ação...

Passando basicamente pelos 5 primeiros discos da banda, o setlist é impecável, com grandes destaques para as minhas favoritas That Smell, Workin for MCA, What´s your Name, Saturday Night Special e é claro a emocionante Free Bird, que possui um dos melhores e maiores solos de guitarra da história do Rock ´n Roll. Além dessas também tocaram I Ain´t no One, Gimme Back My Bullets, um Medley numa paulada só passando por Whiskey Rock-a-Roller, Down South Jukin´, Needle and the Spoon, Double Trouble e Tuesday Gone, na seqüência veio Gimme Tree Steps, Call me the Breeze, e as clássicas Simple Man e Sweet Home Alabama.

Confira abaixo Saturday Night Special:

Lynyrd Skynyrd tocando Free Bird

Lynyrd Skynyrd tocando Free Bird

Confira abaixo um trecho de Simple Man que eu gravei:

Lynyrd Skynyrd

Lynyrd Skynyrd

Para não falar que não senti falta de nenhuma música, senti falta somente de Swamp Music. A banda está em ótima forma, Rickey Medlocke estava muito animado, sorridente e não parou um segundo, ficava andando por todo o palco, fazendo brincadeiras com as backing vocals e se mostrou muito à vontade, assim como toda a banda, incluindo os novos membros, o que mostra que a banda tem muita energia para queimar e diferente do que muitos pensam, eles ainda possuem muitos anos de vida pela frente.

Confira abaixo Sweet Home Alabama:

“’Cause I’m as free as a bird now,
And this bird you can not change,
Lord knows, I can’t change”

Confira abaixo Free Bird:

Nos próximos posts irei falar sobre o Sweden Rock Festival, um post para cada um dos 4 dias do festival, onde conferi grandes shows como Uriah Heep, The Outlaws, ZZ Top, Twisted Sister, Johnny Winter, Europe, Heaven & Hell, Over The Rainbow, UFO, Journey, Foreigner, In Flames, Jon Oliva´s Pain e muitos outros… Aguardem!

Abraços e até a próxima!

Para sempre Purple…

•Abril 3, 2009 • 2 Comentários

Após um certo período de greve, volto a postar no nosso espaço rock ´n roll, e para compensar o atraso vou postar o review do show do Deep Purple feito pela minha amiga Renata Petrelli. (as fotos são de Stepahn Solon).

Sete de março de 2009, o Deep Purple encerra a parte paulista da sempre bem sucedida turnê brasileira com seu segundo dia de apresentação (tocaram também no dia anterior, sexta-feira). Embora os veteranos ingleses visitem o país anos e anos seguidos, eu, que finalmente consegui ver um concerto dessa banda que leva (juntamente com outros ícones) o cultuado título de pais do rock n´ roll, tão impecavelmente fizeram valer um Via Funchal praticamente lotado, e visivelmente mais afoito comparado ao show do dia anterior. É sabido dizer, que algumas bandas têm no Brasil sua terra prometida, como é o caso do Iron Maiden, Deep Purple e Scorpions, bandas com seus mais de 30 anos de carreira e, sempre tão aclamadas por aqui.

Deep Purple - Roger Glover, Ian Gillan e Steve Morse

Deep Purple - Roger Glover, Ian Gillan e Steve Morse

Esse review pode parecer um tanto quanto biográfico, mas a sensação que tive ao presenciar a primeira música da noite, Highway Star, foi mágica. Mesmo Ian Gillan com sua aparência de avô alegre (a idade chega para todos), e provavelmente gripado, a energia única e segura do que estavam fazendo era impactante. Não é a toa que influenciam tanta gente hoje em dia a ter uma banda, ou aprender uma música despreocupadamente no violão e fazem dos seus seguidores muitas vezes parecerem amadores em cima de um palco! Como dizem por aí quanto mais velho é o whisky melhor ele é, e no caso de músicos, não é diferente. A despretensão na execução de cada nota e rufar de cada música mostram a naturalidade como a banda incorpora as mesmas, se tornando um momento único.

Ian Gillan e Steve Morse

Ian Gillan e Steve Morse

Deixando o deslumbramento de minha parte, seguimos com o set-list do show: para quem duvidava que o velho e bom Deep Purple ainda tivesse energia suficiente pra levantar a galera, porque não seguir com Things I Never Said, Into The Fire e a deliciosa Strange Kind Of Woman?! Sem dúvida, de todos os shows que tive o prazer de presenciar, uma das melhores seqüências efetivas para tirar o fôlego. Brincadeiras a parte do amável Ian Gillan, é apresentada Ted, The Mechanic, seguida da faixa-título do último trabalho de estúdio Rapture of the Deep. Entre pais, filhos e netos, e do público heterogêneo que se aplica ao Deep Purple, não houve um momento se quer que toda essa gente caísse na empolgação frenética em que estavam. Chega a parte instrumental do show: Contact Lost e Well Dressed Guitar fazem do momento sublime com muito feeling (pouco mostrado hoje em dia pelos guitarristas mais novos), demonstrando um Steve Morse bem a vontade, com o público nas mãos.

Ian Paice / Roger Glover e Steve Morse

Ian Paice / Roger Glover e Steve Morse

Gillan de volta, Sometimes I Feel Like Screaming (uma das minhas preferidas) e Lazy fazem os guitarristas mais afoitos se sentirem um pouco Steve Morse com seus air guitars improvisados. The Battles Rage On é tocada para dar lugar ao incrível (e o melhor que já vi) Key Solo de Don Airey, com direito a homenagem aos brasileiros tocando Aquarela do Brasil. Hora de acabar com o show… E que finalização! Perfect Strangers, Space Truckin e claro, Smoke On The Water – essa, até segurança sabia o refrão. Hush e Black Night encerram a noite de maneira estarrecedora. Como diria um amigo meu, o Deep Purple não sabe brincar… não de se fazer show. Levam a sério e o melhor, para nossa satisfação!

Set-list:

- Highway Star
- Things I Never Said
- Into the Fire
- Strange Kind of Woman
- Vavoom: Ted the Mechanic
- Rapture of the Deep
- Contact Lost
- The Well Dressed Guitar
- Sometimes I Feel Like Screaming
- Lazy
- The Battle Rages On
- Solo de Don Airey
- Perfect Strangers
- Space Truckin´
- Smoke on the Water

BIS:
- Hush
- Black Night

Obs.: a diferença no set-list para o show de sexta-feira foi a músicas Mary Long tocada no lugar de Lazy.

Empire, uma banda-projeto de gente grande

•Março 11, 2009 • 3 Comentários

Chasing Shadows, lançado no final de 2007, é o quarto disco da banda-projeto Empire, criado pelo guitarrista alemão Rolf Munkes que chamou um time de feras para este play, confira abaixo:

Doogie White – Vocal (Yngwie J. Malmsteen, Cornerstone, Rainbow, Balance of Power, Pink Cream 69, Praying Mantis)
Rolf Munkes – Guitarra (Majesty, Razorback, Vanize, Dawnrider)
Neil Murray – Baixo (Brian May, Whitesnake, Gary Moore, M3, National Health, Company of Snakes, Bow Wow, Gogmagog , Rondinelli, Driveshaft, Iommi, Tony Martin, Black Sabbath)
Mike Terrana – Bateria (Savage Circus, Axel Rudi Pell, Rage, Roland Grapow, Squealer, Victor Smolski, Metalium, Yngwie J. Malmsteen, Kiko Loureiro, John West, Tony MacAlpine, Gamma Ray, Masterplan, Hanover Fist, Not Fragile, Emir Hot, Zillion, Artension, Iron Mask, Razorback, Tarja, Zillion, Downhell, Beau Nasty)
Don Airey – Teclados (Alaska, Air Pavilion, Crossbones, Judas Priest, Anthem, Black Sabbath, Iommi, Deep Purple, Glenn Tipton, Ozzy Osbourne, Rainbow, Sinner, Divlje Jagode, The Cage, M.S.G., Whitesnake)

Empíre - a banda

Empire - a banda - Mike Terrana, Neil Murray, Doogie White e Rolf Munkes

O disco começa com a ótima Chasing Shadows que usa e abusa dos acordes harmônicos nos riff´s e dos efeitos wa-wa no solo, com grandes destaques para o refrão bem elaborado e cativante, uma excelente música para iniciar o disco.

Segue com a mediana The Alter (diga-se de passagem: mediana levando em consideração o conjunto da obra, pois trata-se de uma boa música). Lembra um pouco Masterplan no refrão, na sequência as ótimas Mother Father Holy Ghost e Sail Away essa última com grandes destaques para o belo vocal de Doogie White, que trabalha com um profissionalismo exemplar, é um dos grandes destaques dessa compilação.

Indo em frente com a balada do disco, Child of the Light, que surpreende por seus nuances e pela base orquestrada ao fundo, novamente destaques para o vocalista que dá uma aula. Tahigwan Nights traz um power metal sem muita novidade, e é sucedida pela cheia das cavalgadas Manic Messiah.

Angel and the Gambler traz riffs rasgados intercalados por sequências de solos, e corais dando suporte, uma bela combinação de elementos.

As duas últimas músicas são um show a parte, A Story Told, é uma balada bem ao estilo Axel Rudi Pell, mas com um refrão que a cada execução cresce e envolve, fazendo-nos cantar juntos e para encerrar o disco, a grandiosa The Rullers of the World, que é uma síntese do disco, trazendo riff´s poderosos, vocal balanceado e agressivo quando necessário, com um refrão forte e cheio de backing vocals, por sinal muito bem produzidos e encaixados na música: We Are… The Rullers of the World…!

Empire - Chasing Shadows - Capa

Empire - Chasing Shadows - Capa

Baixe Chasing Shadows do Empire em (powered by Combe do Iommi) clicando aqui.

Tracklist:

01. Chasing Shadows (04:28)
02. The Alter (04:26)
03. Mother Father Holy Ghost (05:01)
04. Sail Away (04:35)
05. Child Of The Light (05:30)
06. Tahigwan Nights (03:41)
07. Manic Messiah (05:22)
08. Angel And The Gambler (05:27)
09. A Story Told (04:30)
10. The Rulers Of The World (05:22)

Discografia do Empire:

2001 – Hypnotica
2003 – Tradng Souls
2006 – The Raven Ride
2007 – Chasing Shadows

Site Oficial da Banda: http://www.empire-rock.com/
My Space: http://www.myspace.com/empirerocksyou

Do que é feito o Metalcore?

•Março 8, 2009 • 5 Comentários

Quem compareceu ao Espaço Lux em São Bernardo do Campo-SP no domingo (01/03/2009), pôde conferir o excelente, mas infelizmente curto (porém extremamente intenso), show da banda americana do intitulado “Metalcore Cristão”, As I Lay Dying.

A banda teve seu início em 2001 enquanto ainda era um trio lançando o disco Beneath the Encasing of Ashes, e contando com o debut lançou 4 discos de inéditas, 3 singles, uma coletânea, a saber:

2001 – Beneath The Encasing of Ashes
2002 – American Tragedy (Single)
2003 – Frail Words Collapse
2005 – Shadows are Security (Single)
2005 – The Darkest Nights
2005 – Shadows are Security
2006 – A Long March: The First Recordings (Coletânea)
2007 – An Ocean Between Us

Logo na entrada já notava-se uma imensa fila de headbangers de diversos estilos, público de certa forma surpreendente pela penetração da banda junto aos brasileiros, e também pela localização não tão privilegiada e a pouca publicação por parte dos organizadores, no caso a Liberation.

Quem teve a missão de abrir a tarde/noite foi o Jeffrey Dahmer, já que a banda Deeper than That havia cancelado sua participação dias atrás, e o Jeffrey Dahmer não fez feio não, mas não conseguiu empolgar o público sedento por As I Lay Dying.

Tim Lambesis e Público - As I Lay Dying

Tim Lambesis e Público - As I Lay Dying

Com relação à casa, o Espaço Lux, trata-se de uma antiga danceteria que foi adaptada para casa de espetáculos, pode ser considerada grande para um local underground, mas é pequena para receber grandes artistas. No caso da banda em questão, foi perfeito.

Pouco mais das 19h, o As I Lay Dying entra em cena tocando uma música instrumental em playback, e emendando com a paulada Nothing Left do mais novo disco An Ocean Between Us, levando todos ao delírio. Era nítida a qualidade do som que estavamos presenciando e a famosa energia que a banda demonstrava.

As I Lay Dying ao vivo em São Paulo

As I Lay Dying ao vivo em São Paulo

Entre um clássico e outro, pudemos conferir Forsaken, I Never Wanted, The Sound of Truth, Within Destruction e An Ocean Between Us do último trabalho da banda, 94 Hours e Forever do disco Frail Words Collapse, Through Struggle, Confined, Meaning in Tragedy e The Darkest Nights do disco Shadows of Security.

Durante o show eram comuns as enormes Circle Pits que se abriam para os bangers se divertirem (há tempos não via rodas tão grandes em shows por aqui), e Tim solicitou e tentou organizar algumas vezes os chamados Walls of Death, onde tal como em bailes funks (ótima referência, que venham as pedras), a pista se divide em duas partes/equipes e a um sinal as duas partes saem na pancadaria, para sorte dos desavisados esse evento não ocorreu.

Grandes destaques para o ótimo baterista Jordan Mancino que mantém o ritmo durante todo o espetáculo e toca com precisão, além de Tim e do vocalista de apoio que faz a parte melódica tão envolvente como nos CDs.

Tim Lambesis - As I Lay Dying

Tim Lambesis - As I Lay Dying

Um show curto, mas intenso como poucos, intercalando clássicos o As I Lay Dying conseguiu fazer com que muita gente saísse com a alma lavada e em frangalhos do show.

Infelizmente, dias atrás foi anunciado que o baterista Jordan Mancino não presseguiria na tour devido a falecimento na família, mas quem irá substituí-lo será Justin Foley (baterista do KILLSWITCH ENGAGE).

Banda:
Tim Lambesis – Vocal
Phil Sgrosso – Guitarra
Nick Hipa – Guitarra
Josh Gilbert – Baixo/Vocais
Jordan Mancino – Drums

As I Lay Dying - Banda

As I Lay Dying - Banda

Clip de The Sound of Truth

Clip de Nothing Left

Clip de The Darkest Nights

Intro + Nothing Left (ao vivo em São Paulo)

The Darkest Nights (ao vivo em São Paulo)

Forever + Through Struggle (ao vivo em São Paulo)

Confined ao vivo no Cornestone Festival 2006

Edguy, consistência e maturidade…

•Março 1, 2009 • Deixe um comentário

Por Renata Petrelli

A banda alemã Edguy, em meio a crise mundial aporta pela 4ª vez no país, mais precisamente na cidade de São Paulo para um único show bastante agitado e set list diversificado.

Tobias Sammet

Tobias Sammet

Liderado pelo compositor e vocalista Tobias Sammet, os alemães começam às 20h15 com a bem composta (e que remonta bem ao hard 80´s) Dead or Rock e emenda com a épica e e com certeza uma das preferidas dos fãs mais xiitas, Speedhoven (caberia facilmente no CD theater of salvation ou mandrake) ambas do último CD, Tinnitus Sanctus. Era a vez de remeter aos velhos tempos e a perpetualizada Tears of Mandrake entra em cena (tocaram-na em todas as 4 passagens pelo país) e todos os presentes cantam em unissono.

Confira abaixo a abertura do show com Dead or Rock e Speedhoven:

Mais uma vez, Sammet que não é bobo nem nada anuncia a típica música rápida do álbum theater of salvation, Babylon – dessa vez executada perfeitamente – embora estivesse cheio, não mais que a última turnê, o público deixou a desejar no quesito agitação para uma das músicas mais agitadas do set list escolhido pela banda.

A surpresa da noite foi a longa (e ótima música) The Pharaoh, do álbum Mandrake, já que a única vez que tocaram por aqui foi em 2002. Definitivamente, o ponto alto do show. Destaque merecido ao sempre simpático Tobias Exxel, baixista, que executou perfeitamente e solou inclusive neste tema.

Tobias Exxel

Tobias Exxel

É válido lembrar, como sempre carismático, Sammet não mediu esforços para entreter o público com piadas e inclusive notícias em primeira mão como a vinda do Metallica ao país ou ainda o lamento (com fundamento) do porque de uma úncia data no país, onde o costume é excursionar por quatro ou mais cidades, Mais uma do novo álbum: Ministry of Saints, a julgar que é a música de trabalho deste último CD, o Edguy conquistou novos adeptos, já que todos cantavam cada palavra desta música que realmente é ainda melhor (e mais pesada!) ao vivo. Mais uma vez voltemos aos primórdios do Edguy, talvez, o primeiro grande Hit da banda, Vain Glory Opera. Obviamente, acertou em cheio aos fãs mais antigos!

Drummer´s show time: Felix mudou o tema de fundo que usava para improviso de seus solos e ataca de pirata com uma das músicas da trilha sonora de Piratas do Caribe.

Edguy - ao vivo em São Paulo

Edguy - ao vivo em São Paulo

Pride of Creation, também do último álbum e sem dúvida a que mais remete ao auge do metal melódico na banda neste CD, dá continuidade à segunda metade do show;é agitada pelo público com grande empolgação e é visível que a própria banda ficou surpresa com o favoritismo desse tema;

Headless Game, uma das minhas favoritas nesse set escolhido pela banda tem as já tradicionais nessa música, brincadeirinhas de Sammet para com o público.
Save me, a única balada do set list, é apreciada pela maioria, mas logo dá lugar a Super Heroes, música com clipe divertidíssimo, e que com certeza, agregou muitos fãs com ela.

Confira Save Me abaixo:

Hora do bis, estavam faltando músicas do álbum Hellfire Club, muitos dos presentes ali conheceram a banda com ele e já estavam se pondo em dúvida se ouviriam algo dele.. Mas já estavam chegando: Nine lives do Tinnitus Sanctus encerra com chave de ouro a divulgação do novo álbum e dá lugar ao grande encerramento com Lavatory Love Machine, carinhosamente trocando a palavra Brasil da letra por São Paulo, e King of Fools que é sempre bom conferir ao vivo.

Edguy:
Tobias Sammet – Vocais

Dirk Sauer – Guitarras
Jens Ludwig – Guitarras
Tobias Exxel – Baixo
Felix Bohnke – Bateria

Set List:
Dead or rock

Speedhoven
Tears of Mandrake
Babylon
The Pharaoh
Ministry of Saints
Vain Glory Opera
Drum Solo
Pride of Creation
The Headless Game
Save Me
Super Heroes
Nine Lives
Lavatory Love Machine
King of Fools

Jens Ludwig

Jens Ludwig

Edguy ao vivo em São Paulo

Edguy ao vivo em São Paulo

Dirk Sauer

Dirk Sauer

Edguy ao vivo em São Paulo

Edguy ao vivo em São Paulo