Hard Rock Still Alive!

Olá Amigos,

Vamos falar hoje de um grande lançamento do ano passado [2008] de uma grande banda de Hard Rock Americana, que teve o ápice de sua carreira na década de 80, chegando a fazer tanto sucesso em Los Angeles (grande cidade da cena) que em 27/01/1988, o atual prefeito Tom Bradley entregou a chave da cidade à banda e declarou o dia como ‘Dokken Day’.

Os grandes destaques do DOKKEN em minha opinião sempre foram os grandes riffs de guitarra, fazendo um hard rock mais sujo, mais pesado e direto e a sonoridade única da belíssima voz de Don Dokken.

O disco em questão ‘Lightning Strikes Again’, é o segundo com a atual formação da banda e sucessor do fraco Long Way Home (2002) e do mediano Hell to Pay (2006).

2008 - Lightning Strikes Again

2008 - Lightning Strikes Again

Track Listing:

01. Standing On The Outside (04:04)
02. Give Me A Reason (03:49)
03. Heart To Stone (03:59)
04. Disease (03:29)
05. How I Miss Your Smile (04:04)
06. Oasis (03:43)
07. Point Of No Return (05:00)
08. I Remember (04:50)
09. Judgment Day (04:05)
10. It Means (04:42)
11. Release Me (05:45)
12. This Fire (04:39)

Lançado em 11/04/2008

Lançado pela Frontier Records e Licenciado pela Icarus Music (edição Argentina)
Produzido por Don Dokken
Co-Produzido por Tim David Kelly (Gene Simons Family Jewels, Overhaullin)
Projetado por Wyn Davis (Heaven & Hell, Dio, War & Peace, Great White)

Faça o Download do disco por aqui
Após a audição, se você gostar: compre o disco! (Obs.: download copyright by Combe do Iommi)


O DOKKEN vem com tudo com esse disco, parece que Jon Levin encontrou algum tipo de pergaminho de como tocar como George Lynch e Reb Beach ao mesmo tempo e está tocando demais, a voz de Don Dokken está perfeita como antigamente e ‘Wild’ Mick Brown está socando sua bateria como nunca. Outro ponto que chama e muito a atenção é a qualidade da gravação do disco, justamente vindo de uma banda que não tem fama de lançar discos gravados em “excelente” qualidade, mas nesse eles acertaram a mão, a primeira ação que tive ao ouvir foi de abaixar o volume do aparelho de som pois a qualidade está excelente, todos os instrumentos são facilmente percebidos e citando meu primo Marcelo Cavalanti: “Quando você ouve esse disco do Dokken, parece que a banda está tocando na sua Sala!”.

As faixas do disco podem simplesmente ser classificadas como : Excelentes / Ótimas e Boas… não existe ponto baixo no CD.

O disco começa de forma extraordinária com as ótimas ‘Standing On The Outside’, ‘Give Me A Reason’ e ‘Heart To Stone’, faixas estas que poderiam estar incluídas facilmente em discos clássicos como Under Lock and Key (1985) ou Back for Attack (1987), colocando em prática tudo aquilo o que o DOKKEN em seus mais de 20 anos de carreira criou e aperfeiçoou: Grandes riffs, backing vocals bem arranjados, muita melodia tudo isso agraciado por uma das vozes mais marcantes do hard rock. Grande destaque para a primeira que mostra elementos que lembram muito It´s Not Love. As duas seguintes seguem a famosa receita citada há 2 parágrafos acima desse review.

Confira abaixo Standing on the Outside ao vivo:

Confira abaixo o áudio de Give Me A Reason

Confira abaixo o áudio de Heart to Stone

‘Disease’ é uma boa música, mas foge bastante do que foi feito no disco e do que o DOKKEN já fez em toda sua carreira, efeitos são colocados sobre a voz de Don há bastante uso de sintetizadores e efeitos no refrão, não deixa de ser uma boa música, mas perto das outras ela é um tanto ofuscada.

Na sequência temos a grande balada do disco, ‘How I Miss Your Smile’ que é uma música bem simples do ponto de vista técnico mas que traz muito ‘feeling’ e emoção ao ouvida e certamente deve balançar corações das meninas. Mistura bateria bem suave com dedilhados de guitarra acúsitica e um belíssimo refrão, traz um bonito solo de guitarra no final da música.

‘Oasis’ é uma ótima música, não chega a ser tão cativante como as 3 primeiras do disco mas apresenta alguns elementos interessantes como uma parte semi-acústica do meio para o final da música e com o refrão reduzido.

‘Point of No Return’ traz grandes referências a músicas rápidas como Tooth and Nail do auto-intitulado disco de 1984 e Kiss of Death do disco Back for Attack (1987) e é seguida por outra balada com uma leve puxada “Unforgiven-nhana” na minha impressão, mas tudo bem, é uma música bonita mas não pode ser colocada em destaque no disco, justamente por causa de músicas como ‘Judgment Day’ e ‘It Means’ que a procedem, a primeira com uma levada mais acelerada e um ótimo refrão e começa com ‘Wild’ Mick Brown quebrando tudo em sua bateria, na próxima podemos notar uma leve influência de Reb Beach, pelo menos ‘It Means’ tem um ‘q’ de WINGER e é uma ótima música.

Para fechar o disco vêem ‘Release Me’ e ‘This Fire’, a primeira sendo uma musica mediana, com um ritmo um pouco diferente das anteriores, meio quebrado e lento mas que no refrão ganha vida, grandes destaques para os backing vocals e para as viradas de bateria, a última faixa do disco não deixa a desejar traz certa lembraça de ‘Mr Scary’ do disco Back for Attack (1987) pois começa com uma guitarra no mesmo timbre e a bateria entrando aos poucos a partir da segunda repetição do riff, grande trabalho de guitarra nessa música, excelente escolha para fechamento do disco, com muita energia ainda.

Formação da Banda:

Don Dokken (Vocais)
Jon Levin (Guitarra)
Mick Brown (Bateria)
Barry Sparks (Baixo)

Jon Levine, Mick Brown, Don Dokken e Barry Sparks

Jon Levin, Mick Brown, Don Dokken e Barry Sparks

Discografia:

1983 – Breaking the Chains 1984 – Tooth and Nail
1985 – Under Lock and Key 1987 – Back for the Attack
1988 – Beast from the East 1990 – Up from the Ashes (Don Dokken)
1995 – Dysfunctional 1996 – One Live Night
1997 – Shadowlife 1999 – Erase the Slate
2000 – Live from the Sun 2002 – Long Way Home
2003 – Japan Live ’95 2004 – Hell to Pay
2007 – From Coneption – Live ‘ 1981 2008 – Solitary (Don Dokken)
2008 – Lightning Strikes Again

Jon Levin está na banda desde o disco Hell to Pay(2004).
Site: http://www.myspace.com/jonlevin

Barry Sparks está na banda desde o disco Long Way Home (2002) e já tocou com grandes artistas como Scorpions, Michael Schenker Group (MSG) e Yngwie Malmsteen, entre outros.
Site: http://barrysparks.com

Mick Brown está na banda desde o disco Breaking the Chains (1983) e já tocou com Lynch Mob (banda do antigo guitarrista do Dokken George Lynch), Ted Nugent.

Site Oficial da Banda: http://www.dokken.net/

No Próximo post, irei falar de um lançamento de 2008 que me deixou um tanto desanimado com a banda, por insistir em um mesmo tema já há algum tempo tentando repetir a fórmula do sucesso, já sabe quem é?

Até a próxima!

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~ por Vitor em janeiro 9, 2009.

3 Respostas to “Hard Rock Still Alive!”

  1. vasta discografia…guitarrista mto bom. e poucos discos tem a pertinência q seu primo diz…

    adios

  2. Porra, essa banda eu realmente não conhecia. E olha que eu ouvi muita coisa de hard rock do fim dos anos 80. Escutei um pouco dos áudios que estão no post e gostei bastante. 🙂

  3. Fala Vitor Beleza,

    Belo review com o melhor cd do ano na minha opinião. Musicas matadoras com otimos riffs e belos vocais como sempre. Aliás bandas de hard rock sem esses aributos não podem jamais serem consideradas hard rock. Legal vc ter mencionado a gravação, pois nem todo mundo da bola p/ isso. Nos dias de hoje então é muito difícil achar alguma coisa bem gravada, o que na minha modesta opinião é obrigação das bandas, as quais pagam centenas de dolares nas mãos de produtores, engenheiros, donos de estudio e no final das contas acabam gravando um cd com péssima qualidade de audio.
    Quantos cds nós temos em casa em nossa coleção que devido a péssima qualidade de som, nós deixamos de ouvir com aquela vontade…(só tomando uma mesmo).

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