Do que é feito o Metalcore?

Quem compareceu ao Espaço Lux em São Bernardo do Campo-SP no domingo (01/03/2009), pôde conferir o excelente, mas infelizmente curto (porém extremamente intenso), show da banda americana do intitulado “Metalcore Cristão”, As I Lay Dying.

A banda teve seu início em 2001 enquanto ainda era um trio lançando o disco Beneath the Encasing of Ashes, e contando com o debut lançou 4 discos de inéditas, 3 singles, uma coletânea, a saber:

2001 – Beneath The Encasing of Ashes
2002 – American Tragedy (Single)
2003 – Frail Words Collapse
2005 – Shadows are Security (Single)
2005 – The Darkest Nights
2005 – Shadows are Security
2006 – A Long March: The First Recordings (Coletânea)
2007 – An Ocean Between Us

Logo na entrada já notava-se uma imensa fila de headbangers de diversos estilos, público de certa forma surpreendente pela penetração da banda junto aos brasileiros, e também pela localização não tão privilegiada e a pouca publicação por parte dos organizadores, no caso a Liberation.

Quem teve a missão de abrir a tarde/noite foi o Jeffrey Dahmer, já que a banda Deeper than That havia cancelado sua participação dias atrás, e o Jeffrey Dahmer não fez feio não, mas não conseguiu empolgar o público sedento por As I Lay Dying.

Tim Lambesis e Público - As I Lay Dying

Tim Lambesis e Público - As I Lay Dying

Com relação à casa, o Espaço Lux, trata-se de uma antiga danceteria que foi adaptada para casa de espetáculos, pode ser considerada grande para um local underground, mas é pequena para receber grandes artistas. No caso da banda em questão, foi perfeito.

Pouco mais das 19h, o As I Lay Dying entra em cena tocando uma música instrumental em playback, e emendando com a paulada Nothing Left do mais novo disco An Ocean Between Us, levando todos ao delírio. Era nítida a qualidade do som que estavamos presenciando e a famosa energia que a banda demonstrava.

As I Lay Dying ao vivo em São Paulo

As I Lay Dying ao vivo em São Paulo

Entre um clássico e outro, pudemos conferir Forsaken, I Never Wanted, The Sound of Truth, Within Destruction e An Ocean Between Us do último trabalho da banda, 94 Hours e Forever do disco Frail Words Collapse, Through Struggle, Confined, Meaning in Tragedy e The Darkest Nights do disco Shadows of Security.

Durante o show eram comuns as enormes Circle Pits que se abriam para os bangers se divertirem (há tempos não via rodas tão grandes em shows por aqui), e Tim solicitou e tentou organizar algumas vezes os chamados Walls of Death, onde tal como em bailes funks (ótima referência, que venham as pedras), a pista se divide em duas partes/equipes e a um sinal as duas partes saem na pancadaria, para sorte dos desavisados esse evento não ocorreu.

Grandes destaques para o ótimo baterista Jordan Mancino que mantém o ritmo durante todo o espetáculo e toca com precisão, além de Tim e do vocalista de apoio que faz a parte melódica tão envolvente como nos CDs.

Tim Lambesis - As I Lay Dying

Tim Lambesis - As I Lay Dying

Um show curto, mas intenso como poucos, intercalando clássicos o As I Lay Dying conseguiu fazer com que muita gente saísse com a alma lavada e em frangalhos do show.

Infelizmente, dias atrás foi anunciado que o baterista Jordan Mancino não presseguiria na tour devido a falecimento na família, mas quem irá substituí-lo será Justin Foley (baterista do KILLSWITCH ENGAGE).

Banda:
Tim Lambesis – Vocal
Phil Sgrosso – Guitarra
Nick Hipa – Guitarra
Josh Gilbert – Baixo/Vocais
Jordan Mancino – Drums

As I Lay Dying - Banda

As I Lay Dying - Banda

Clip de The Sound of Truth

Clip de Nothing Left

Clip de The Darkest Nights

Intro + Nothing Left (ao vivo em São Paulo)

The Darkest Nights (ao vivo em São Paulo)

Forever + Through Struggle (ao vivo em São Paulo)

Confined ao vivo no Cornestone Festival 2006

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~ por Vitor em março 8, 2009.

8 Respostas to “Do que é feito o Metalcore?”

  1. hey! post intenso! rs

    é realmente, eu fiquei bem assim: O.O em relação a perfomance do baterista! o cara é MTO bom! Não teve uma música que precisasse passar 1 min inteirinho para alguém saber qual som era… ao contrário de muitas bandas que a gente já viu por aí… hehe…
    Quanto a localização… bem, acho que a nossa ida cedo foi premeditada para o imprevisto (que eu causei) para nos perdermos… sorry.. again!

    Bjs

  2. Realmente o show foi curto e intenso!
    O Espaço Lux é um local de difícil acesso para quem não conhece.
    Creio que só o pessoal do ABC (como eu) conhecia. E olhe lá!
    Mas discordo quanto ao Jeffrey Dahmer, acho que eles conseguiram sim, empolgar a galera, tanto que algumas rodas que se formaram foram muito mais enérgicas que a do AILD. É claro que a recepção para o AILD foi muito mais calorosa, mas a recepção da galera para o JD foi muito boa já que estamos falando de uma banda de abertura.

  3. Banda legal, será que eles tem influências do Sick of it all???

  4. Muito bom viu.

    Vou publicar isso no meu blog. Dando os créditos, claro.

  5. Vamos por partes…
    Em primeiro lugar, realmente o Espaço Lux é bem fora de mão, mas é lá sempre que estão recebendo as bandas de metalcore (vide Underoath)… Mas o maior público de Hc é do ABC, então realmente existem motivos para o show acontecer lá.
    Sobre o Jeffrey Dahmer, essa banda é exelente, a performance do show, as músicas, a vontade de fazer sempre melhor e eles são humildes também, muito gente boa. Na DropCore, rolou uma entrevista com eles (http://dropcore.blogspot.com/2009/03/drop-interview-helio-e-nelson-jeffrey.html).
    Bom, o As I Lay Dying foi um show e tanto, não faltou nenhum clássico deles. “Forever”, “An Ocean Between Us” e “The Darkest Nights” foran lindas, e “Distance is Darkness”, provavelmente deve ser a mais complicada de se tocar (pelo fato de ser bem “quebrada”). O show foi além das expectativas.
    Para quem não ficou sabendo, teve uma tarde de autógrafos sexta-feira, ates do show, que rolou na galeria do rock. Foram 3 filas, mas valeu a pena falar com a banda.

    Tá de parabéns, belo texto!

  6. AS I lay dying!
    melhor banda do mundoooooo!!!
    metalcooooOOOOOreee!!!

  7. metalcore é som para emos e pessoas q acham death metal barulho ,coisa de iniciante jesussucks

    • O Metalcore, que também veem sendo chamado de NWOAM (New Wave of American Metal) vem ganhando muito espaço entre bandas cristãs e não cristãs, não generalize.

      E da próxima vez se identifique, pois se não seu comentário não ganha credibilidade.

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