Fechamento de 2009 com chave de ouro…

Texto por Vitor Flisch Cavalanti
Fotos por Tati Rocha
Publicado na revista Roadie Crew número 133 de Fevereiro de 2010
Data: 16/12/2009
Local: Carioca Clube – São Paulo

Chegamos ao encerramento de um ano repleto de shows e eventos muito bem sucedidos e que certamente foram aproveitados pelos apreciadores do bom e velho Rock ´n Roll, e para tal acontecimento tivemos a presença de uma das lendas do Rock, conhecido popularmente como “The Voice of Rock”, Glenn Hughes e banda proporcionaram aos presentes uma agradável noite de quarta-feira na chuvosa e congestionada São Paulo.

Ao adentrar no local do espetáculo, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que compareceram ao show, por se tratar de uma quarta-feira , com chuva e problemas no trânsito paulistano, e mesmo com a presença de Glenn Hughes em 2008 durante o Hard ´n Heavy Party, a casa estava praticamente lotada.

Quem ficou com a responsabilidade da abertura da noite foi a banda setentista Casa das Máquinas, que demonstrou durante praticamente uma hora uma lição de amor ao Rock ´n Roll com uma apresentação muito energética e consistente, mesmo não tendo feito praticamente ensaio algum, como disse com sua voz “rock n roll” Netinho (Luiz Franco Thomaz), baterista e membro da formação original. Além de Netinho, a banda estava composta por Andria Busic (baixo e voz), Sandro Haick (guitarra), Mario Testoni Jr. (teclado) e Marinho (tocando bateria muito sincronizado com Netinho). Durante o show não faltaram as clássicas “Casa de Rock” e “Vou Morar no Ar” , além de “Essa é a Vida”, “Londres”, “Dr. Medo”, “Astralização”, “Stress”, “Lar das Maravilhas”.
Quase uma hora após o encerramento do show de abertura, e já com certa impaciência por parte da platéia, eis que sobe ao palco Glenn Hughes e banda. Iniciando o show com uma sequência para enlouquecer qualquer fã de Deep Purple, de uma vez foram tocadas “Stormbringer”, “Might Just Take Your Life”, “Sailway” e “Mistreated” em sua versão estendida com direito a capela da belíssima voz de Glenn acompanhada por uma base de teclado, essas 3 últimas do aclamado disco “Burn” (1974) e a primeira do auto-intitulado disco de 1974.

A banda composta pelos músicos Matt Goom (bateria), Anders Olinder (teclado), Søren Andersen (guitarra) cumpriu bem seu papel, apesar do baterista não ter mostrado muito afinco, mas em se tratando do show de uma das mais marcantes vozes da história da música, não podia ser diferente.

Glenn Hughes

Glenn Hughes

É impressionante a nitidez e a potência da voz de Glenn Hughes, sendo com certeza um nome a ser destacado juntamente com vocalistas como Ronnie James Dio, Klaus Meine, Joe Lynn Turner e outros, que apesar do longo tempo de estrada e muitas vezes de abusos, conseguiu manter seu instrumento de trabalho na melhor forma possível. Há quem simplesmente não goste do timbre da voz, ou das vezes em que ele incrementa as músicas nos shows realçando suas técnicas vocais, mas não perceber ou valorizar o potencial deste grande artista é um ato de extrema ignorância.

Dando sequência no show vieram “Crave” do mais recente álbum “First Underground Nuclear Kitchen”, “Gettin’ Tigher”, “Come Taste The Band”, “Don’t Let Me Bleed” e “Holy Man”, esta última que dificilmente é executada ao vivo e levou os presentes ao delírio e certamente foi um dos grandes momentos do show.
Em seguida fechando a primeira parte do show vieram ainda “Steppin’ On” e “You Keep On Moving” e tivemos uma pausa para o bis.

Vale destacar que a casa Carioca Club, apesar da boa qualidade som, ótima localização, e infra-estrutura, peca um pouco no que diz respeito ao serviço, formando grandes e desorganizadas filas para compra de bebidas, pudemos perceber a notável confusão durante a pausa.

Para encerrar esta grande noite de Rock ´n Roll, vieram “Soul Mover” do auto-intitulado disco de 2005 e mais um clássico da era Purple: “Burn”, vale destacar que esta última teve seu início um tanto comprometido pela falta de sincronização dos tempos entre bateria e guitarra, mas com esse deslize corrigido rapidamente o fechamento do show foi impecável.

Glenn Hughes Band

Glenn Hughes Band

Apesar do show ter sido muito energético e competente, sempre ficamos com aquele gostinho de quero mais, e imaginando como seria assistir ao vivo canções que Glenn Hughes interpretou em outras bandas e projetos paralelos, como “No Stranger to Love” do disco Seventh Star do Black Sabbath, ou então um dueto ao vivo ao lado de Joe Lynn Turner para cantar músicas dos projetos Hughes & Turner Partes 1 e 2, ou então indo mais longe ainda, ouvir quem sabe Glenn Hughes cantando a belíssima “The Chosen Man” do projeto Nostradamus. Enfim, como podemos perceber, a versatilidade e talento são os fatores mais marcantes desse grande artista que proporcionou um grande encerramento de ano.

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~ por Vitor em fevereiro 8, 2010.

Uma resposta to “Fechamento de 2009 com chave de ouro…”

  1. Surpresaaaaa tô aqui 🙂
    Tava lá e com vc!
    Parabéns amor!
    Morri de orgulho!!!!

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