Sweden Rock 2010

Review por Vitor Flisch Cavalanti
Fotos por André Miranda e Vitor Flisch Cavalanti

O Sweden Rock é um dos maiores festivais da Europa e chegou à sua 19º edição no último mês de junho, e vem se renovando a cada ano, sendo o  festival de Rock mais importante da Escandinávia, e figura entre os principais festivais do verão europeu.

Uma das principais características do Sweden é a pluralidade de gêneros das bandas que compõem seu cast, indo do Hard Rock ao Black Metal, passando pelo AOR, Heavy Metal, Sleaze, Southern Rock, Hardcore, Thrash, Death e outros estilos, mas dentro desses já citados, o que ganha mais destaque quando comparamos com outros festivais europeus é o Hard Rock.

O Festival veio este ano composto por quatro palcos em ordem decrescente de tamanho: Festival Stage, Rock Stage, Sweden Stage e Dio Stage (que até o ano passado se chamava Zeppelin Stage, mas foi renomeado em Homenagem a Ronnie James Dio) e duas tendas, Rockklassiker Tent (destinada a shows acústicos) e a Nemis Tent (New Music in Sweden, que foi destinada somente a novas bandas suecas).

Eu em frente ao Dio Stage

Eu em frente ao Dio Stage

Com tantos palcos e bandas, este ano totalizando 102 bandas no cast, é o verdadeiro paraíso para o fã de rock n´ roll, mas muitas vezes acaba criando momentos de importantes decisões já que é muito comum ter que escolher entre dois e até entre três shows que estão acontecendo simultaneamente.

A área externa do festival é repleta de barracas que vendem comidas, bebidas, roupas, botas, chapéus e quinquilharias diversas, para os metaleiros consumistas é um verdadeiro paraíso. E também contando com as diversas lojas de cd que fazem a falência de todo colecionador nato.

O Festival é dividido em quatro dias, sendo que no primeiro deles, conhecido como warm up, somente metade da estrutura do festival é liberada ao público, assim como uma quantidade reduzida de ingressos é fornecida.

O festival começou na quarta-feira (09/06) com a banda Heart Attack, vencedora do concurso de bandas tributo, e com todos os méritos a banda fez um show impecável lembrando os sucessos do Heart no Dio Stage. Neste primeiro dia, foi possível conferir também alguns shows bastante interessantes como os Suecos do F.K.Ü (Freddy Kreuger’s Ünderwear) que trouxeram um thrash metal bem elaborado com uma boa pitada de humor, e com isso conseguiram agitar o público ansioso por rock ´n roll.

F.K.Ü

F.K.Ü

SteelWing

SteelWing

Na seqüência vieram os também suecos do Steelwing com seu Heavy Metal Tradicional, com um pé no NWOBHM, com o vocalista Riley bastante empolgado, lembrando muito os primórdios do Viper com André Matos. Chegava a hora da primeira banda de Hard Rock se apresentar, e se tratava da Michael Monroe Band, que trouxe um show bastante energético com músicas das diversas fases da carreira do supracitado vocalista, contando com clássicos do Hanoi Rocks como Back to the Mystery City e Malibu Beach Nightmare e músicas da banda Demolition 23. Finalizaram o show com um Medley de 1970 e Radar Love, em suma foi um show bastante eficiente de um frontman que se esforça muito para proporcionar diversão aos presentes.

Michael Monroe Band

Michael Monroe Band

Chegava a hora da primeira difícil escolha, no Dio Stage iriam se apresentar os ingleses The Quireboys e a tenda acústica iria receber os americanos do Warrior Soul, e a minha opção foi assistir o começo do show acústico e partir para a Dio Stage, e acredito ter feito uma boa escolha, já que o acústico do Warrior Soul foi muito interessante, com a voz marcante de Kory Clarke como destaque e o final do show dos Quireboys foi uma das revelações do primeiro dia, apresentando um Hard Rock de muita qualidade e agradando bastante o grande público presente.

Ao anoitecer chegava a hora do Headliner do primeiro dia, e uma escolha muito feliz foi feita pelos organizadores: UDO e sua banda fizeram um show completo, passando pelos principais sucessos da sua carreira solo como Independence Day, Thunderball, Dominator, Mastercutor, Man and Machine, Holy, etc e tocando os clássicos da era Accept como Midnight Mover, Balls to the Wall, Rebel, Princess of the Dawn, Flash Rockin´ Man, Metal Heart e outras.

Começando o segundo dia, já com a outra metade do festival liberada fui direto ao Rock Stage conferir os americanos do Stone Sour, que mesmo com somente dois discos lançados, já conquistaram um fiel público, e haviam dúvidas se Corey Talor iria manter a agenda de shows do Stone Sour, já que o vocalista ficou bastante abalado com a morte do baixista Paul Dedrick Gray de sua outra banda Slipknot. Para nossa sorte e deleite, fizeram um bom show e conseguiram tirar o público do chão com suas músicas.

Optei por sacrificar a última música do Stone Sour para conferir uma promissora banda sueca de Hard Rock: o Mama Kin, que lançou em 2009 seu primeiro play e tocam um hard rock melódico bem eficiente, com o timbre de voz do vocalista lembrando muito a voz de Paul Stanley, destaques para as músicas You Belong to Me, Mrs Operator e Higher & Higher.

Mama Kin

Mama Kin

Logo após o término do excelente show do Mama Kin, fui correndo para o Dio Stage conferir um dos shows que estavam gerando grande expectativa, os suecos do Treat que haviam retornado ao estúdio e lançaram o excelente disco Couple of Grace em 2009 e fizeram um show impecável, com muita ênfase no álbum recém lançado mas não abrindo mão dos clássicos Ready for the Taking, Conspiracy e World of Promises (que foi coverizada pelo In Flames no disco Clayman), e destaques para as novas The War is Over, Roar, All In e Skies of Mongolia. Certamente este show ficou entre os top 5 desta edição do festival, lembrando que nesta mesma hora o Nazareth se apresentava no palco principal e levou grande público.

Treat

Treat

Na sequência, haja coração, chegava a hora de conferir no Sweden Stage o show dos americanos do Y&T, que lançaram este ano o disco Facemelter marcando com grande estilo a volta da banda à ativa, quem conhece o Y&T, sabe da qualidade dos músicos principalmente de Dave Meniketti que é um exímio guitarrista e possui uma voz única, e as expectativas foram totalmente superadas, o Y&T fez um show perfeito, mesmo tendo que deixar de lado alguns clássicos por se tratar de um show de festival, escolheram as músicas certas do disco novo: On with the Show, Shine on e I´m Coming Home, e trouxeram os clássicos na medida, passando por Blacktiger, Meanstreak, Lonely side of Town com direito a tocar Rainbow in the Dark em homenagem ao amigo Dio, e sem esquecer de I Believe in You com o belíssimo solo de guitarra executado por Meniketti, Open Fire, Dirty Girl, Rescue Me e Forever. Um show tecnicamente perfeito e que nem mesmo a garoa que neste momento virou chuva fraca conseguiu estragar. Durante o show do Y&T o Evergrey fez um show no palco acústico, mas como já foi falado no início do texto, as escolhas são difíceis e tive que sacrificar o show acústico.

Dave Meniketti - Y&T

Dave Meniketti - Y&T

Y&T

Y&T

Mais uma escolha a ser feita, ir conferir o Death Angel no Dio Stage ou o Pretty Maids que teve a difícil missão de substituir o Ratt, que cancelou sua turnê européia por conta de uma cirurgia de hérnia pelo vocalista  Stephen Pearcy. Como já tinha informações que o Death Angel visitaria nossas terras ainda este ano, optei por ver os dinamarqueses do Pretty Maids, que lançaram o ótimo disco Pandemonium este ano e fizeram um bom show, mas que não empolgou muito os presentes, acredito que pelo fato de eles tocarem no maior palco do festival o show acabou ficando um pouco vazio, mas ver alguns sucessos dessa banda oitentista como Back to Back (coverizada pelo Hammerfall em Legacy of Kings), Future World, Love Games, Red, Hot and Heavy e a excelente Little Drops of Heaven valeram a pena. Após o término do show do Pretty Maids, ainda consegui ver o final do show da banda de Southern Rock Blackberry Smoke, que trouxe seu som e filosofia aos presentes no Dio Stage.

Pretty Maids - Ronnie Atkins e Ken Hammer

Pretty Maids - Ronnie Atkins e Ken Hammer

Pretty Maids

Pretty Maids

Ronnie Atkins - Pretty Maids

Ronnie Atkins - Pretty Maids

Death Angel

Death Angel

Tom Araya - Slayer

Tom Araya - Slayer

Às 20h começaria no Festival Stage um show que estava gerando muita expectativa, iria o Slayer tocar o disco Seasons in the Abyss (1990) na íntegra como haviam citado em algumas entrevistas nas últimas semanas? E a resposta é: Não, mas mesmo não cumprindo essa expectativa, o show foi muito bom, como todo e qualquer show do Slayer sempre é, com grande destaque para a performance precisa e devastadora de Dave Lombardo, o Slayer passou pelo último disco e pelos principais sucessos Raining Blood, War Ensemble, South of Heaven, Angel of Death, Chemical Warfare, Hell Awaits e outros.

No Sweden Stage se apresentaria Jorn Lande e o Rock Stage contaria com o show de Danzig, como fã dos 2 artistas optei por ver o início do Jorn e partir para ver os clássicos de Danzig no final do show. É sempre gratificante ver um grande vocalista e performer em ação como Jorn, ele coloca emoção em sua voz e foi criada uma grande expectativa se ele tocaria a recém-composta canção que homenageia Ronnie James Dio no show, mas ele não a tocou. Partindo para o Danzig, pude conferir grandes músicas da fase inicial da carreira, principalmente dos discos Danzig I (1988) e Lucifuge (1990), com grande destaque para a participação do público no hit Mother.

Steven Tyler e Joe Perry - Aerosmith

Steven Tyler e Joe Perry - Aerosmith

Chegava a hora do headliner, e quem tinha essa responsabilidade era o Aerosmith que fez um show morno, mas eficiente. Steven Tyler cantou muito bem apesar o frio, e Joe Perry desempenhou bem seu papel, nos solos e nas performances conjuntas com Steven. Aparentemente os problemas do passado foram ultrapassados ou são todos grandes atores, ao mesmo tempo em que o Aerosmith tocava no Festival Stage, no Dio Stage o Mayhem despejava seu Black Metal para uma platéia considerável.

Começando o terceiro dia do festival, fui conferir o show dos suecos do The Itch, que trouxeram um show bastante agradável com bons riffs e energia, logo na seqüência os americanos do Big Elf tocaram no Sweden Stage, trazendo sua mistura de Beatles com música progressiva, fizeram bastante sucesso entre os espectadores e levantaram a galera, no mesmo instante os alemães do Grave Digger despejavam seu Heavy Metal Tradicional no Rock Stage levando a galera a agitar e cantar junto músicas como Excalibur, Rebellion e Heavy Metal Breakdown que sempre soam muito bem em festivais, o novo guitarrista escolhido para substituir Manni Schmidt não se mostrou muito virtuoso ou então não estava a vontade, só o tempo dirá se ele é capaz de dar continuidade a essa grande banda alemã.

Big Elf

Big Elf

Na seqüência, sob uma forte garoa o palco principal estaria prestes a receber ninguém menos do que Michael Schenker e sua banda que está comemorando os 30 anos de MSG, com destaques para Gary Barden nos vocais e Chris Slade na bateria que deu um show a parte, o set-list foi bem balanceado tocando diversas músicas das fases MSG como Cry for the Nations, Ready to Rock, Into the Arena e On and on, além das clássicas Lights Out, Rock Bottom e Doctor Doctor do UFO, uma pena somente eles não tocarem nada da fase Mc-Auley Schenker, mas enfim, foi um excelente show mesmo assim. No Rock Stage tocaram os suecos do D-A-D, que trouxeram um show com bastante visual, lembrando bastante a fase glam da banda, com destaque para o baixista que tocou com um instrumento transparente com somente duas cordas, mas não conseguiram animar muito a platéia presente, foi um show com muito visual e pouca música. Um pouco antes do final do D-A-D fui para o Dio Stage conferir o show dos ingleses do Praying Mantis, estes sim tocaram com uma vontade e garra de dar gosto, aproveitando o excelente lançamento Sanctuary fizeram um grande show e agradaram bastante os presentes, ao mesmo tempo no Festival Stage, Rick Springfield fazia seu show, tocando clássicos de sua longa carreira.

Michael Schenker

Michael Schenker

Chris Slade - Michael Schenker Group

Chris Slade - Michael Schenker Group

Chegava a hora de mais uma difícil decisão: assistir o Magnum no Rock Stage ou a banda sensação Steel Panther com seu Hard Rock irônico homenageando os grandes ídolos da década de 80, bem, optei pela segunda opção e não me arrependi, já que a banda é excelente, formada pelo vocalista Michael Starr, Satchel nas guitarras, Lexxi Foxxx no baixo e o baterista Stix Zadinia, fizeram um show impecável  tocando músicas do seu debut Death to All But Metal e com direito a cover de Kickstart my Heart do Mötley Crüe, o show pode ser considerado uma peça de Stand up Comedy, já que a todo momento os músicos fazem piadas, todas elas previamente ensaiadas mas com bastante naturalidade e o show transcorre num piscar de olhos de tão divertido e empolgante. Destaques para as ótimas Death to All But Metal, Eyes of a Panther, Turn out the Lights e Party All Day, essa última que é uma paródia do Bon Jovi e todas as demais lembram muito as grandes bandas do hard rock oitentista, como Van Halen, Whitesnake, e outras. Michael Star (ou Ralph Saenz) é muito conhecido nos clubs de hard rock de LA, pois ele cantava na famosa banda cover de Van Halen Atomic Punks e possui uma voz e performance de palco que lembram muito David Lee Roth.

Steel Panther

Steel Panther

Steel Panther

Steel Panther

Cinderella

Cinderella

Após a gozação, uma das grandes bandas a qual o Steel Panther se referiu como grande influência iria fazer o seu show: Cinderella!!! Foi quase como um sonho se realizando, a banda em sua formação clássica, tocando sucessos da década de 80 com bastante ênfase nos 3 primeiros discos Night Songs, Long Cold Winter e Heartbreak Station, fizeram um show emocionante e não faltaram clássicos, Gypsy Road, Nobody´s fool, Shake me, Push Push, Bad Seamstress Blues, Coming Home, Shelter Me entre outras. Tom Keifer não possui a mesma voz de outrora, mas está bem melhor do que na fase pré-interrupção da banda há alguns anos atrás, a voz é bastante característica e ele é um músico nato, multi-instrumentista e uma mente brilhante no que diz respeito a composições, o baixista Eric Brittingham que possuía longa cabeleira loura, agora está de cabelos pretos curtos e um pouco acima do peso, provavelmente por conta dos problemas de saúde que passou há alguns anos também. Durante esse excelente show fui obrigado a dispensar o show dos americanos do Suicidal Tendencies, ou o que sobrou da banda, mas ouvi relatos de que a formação atual está matadora e o show proporcionou diversos mosh-pits entre os suecos presentes.

Tom Keifer - Cinderella

Tom Keifer - Cinderella

Nesse momento, a chuva assolou Solvesbörg, fazendo com que o começo do show do Billy Idol no Rock Stage fosse um pouco prejudicado, mesmo assim, Billy e banda, diga-se de passagem: Steve Stevens, fizeram um grande show e empolgaram bastante a platéia com clássicos como Dancing with my Self, White Wedding em formato acústico a princípio e no final plugada, Rebel Yell e fechando o set com LA Woman do The Doors.

Billy Idol e Steve Stevens

Billy Idol e Steve Stevens

O forte frio caiu sobre o festival, e chegava a hora do headliner do dia. Muito se falou sobre a escolha de Gary Moore para fechar um dos dias do festival, e uma grande expectativa foi criada, pois a produção do Sweden Rock havia anunciado que ele faria um show baseado na fase Hard Rock de sua carreira, mas não foi isso que se viu. O show foi lindo, de emocionar abrindo com Over the Hills and Far Away, e tocando músicas como Empty Rooms, Military Walking by Myself, mas faltaram clássicos da fase hard rock como Run for Cover. Destaques para a belíssima Still Got a Blues e para Parisienne Walkways e Out in the Fields gravadas originalmente com Phil Lynott que ao vivo ganharam outra dimensão.

Ray Alder - Fates Warning

Ray Alder - Fates Warning

Infelizmente tudo o que é bom dura pouco, e chegamos ao último, mas não menos importante, dia do festival. E começamos o dia muito bem com os suecos do Dream Evil detonando tudo, e fazendo um show bastante energético, tocando músicas de seus 5 discos, com destaques para The Chosen Ones, Chasing the Dragon, Children of The Night e The Book of Heavy Metal que levaram os presentes a cantar junto, o vocalista Nick Night (Niklas Isfeldt) é bastante animado e carismático, além de excelente cantor é claro. Na mesma hora do Dream Evil, o Cathedral tocava no Rock Stage. Direto para o Festival Stage pude conferir o excelente show dos americanos do Fates Warning, que com a mesma formação do clássico Paralels (1991) fizeram um grande show de Rock Progressivo que girou em torno do álbum citado, mostrando muita técnica e feeling, destaques para Eye to Eye, The Eleventh Hour, Don´t Follow Me e a abertura com Leave the Past Behind.

Denis Ward - Unisonic

Denis Ward - Unisonic (Pink Cream 69)

Michael Kiske - Unisonic (ex. Place Vendome, Kiske, Supared, Helloween)

Uma forte ventania atingiu a área do festival, e com isso a proteção da House Mix do Rock stage foi parcialmente comprometida, fazendo com que o show do Unisonic, de Michael Kiske e Denis Ward, atrasasse cerca de 40 minutos, e muitas dúvidas surgiram sobre como a produção do festival lidaria com isso, já que a disciplina é bastante rigorosa no que diz respeito a horários, mas a área foi rapidamente isolada para evitar riscos de acidentes e a proteção da mesa de controle foi ajustada. Com isso o Unisonic entrou no palco e fez um excelente show e pude realizar o sonho de ver Michael Kiske cantando ao vivo, uma das mais belas vozes do heavy metal e as expectativas foram superadas. Com destaque para as músicas da fase Place Vendome: Sign of the Times e Streets of Fire, além das belíssimas Kids of the Century e A Little Time, ambas do Helloween, com um bônus de Victim of Changes do Judas Priest. Grande participação ao vivo de Denis Ward que faz backing vocals como ninguém e segura a bronca com seu baixo. Neste mesmo momento tocava a banda americana de Southern Rock Point Blank no Sweden Stage, que não pude conferir pois era impossível perder o próximo show no Festival Stage e muito esperado Winger, que lançaram seu último disco Karma no ano passado e fizeram um show bastante técnico, pudemos conferir toda a virtuose de Reb Beach e bateria de Rod Morgenstein acompanhados do multi-instrumentista, hit-maker e bailarino Kip Winger nos vocais e baixo, e John Roth na guitarra, colocando a casa abaixo com músicas como Blind Revolution Mad, Seventeen, Rainbow in the Rose, Down Incognito, Can´t Get Enough, Easy come Easy Go, Madalaine e as novas e pesadíssimas Deal with the Devil e Pull me Under, infelizmente foram levemente prejudicados pelo atraso do show anterior e fizeram um show mais curto.

Kip Winger

Kip Winger

Reb Beach - Winger (Whitesnake, ex-Dokken)

Reb Beach - Winger (Whitesnake, ex-Dokken)

John Roth - Winger

John Roth - Winger

John Roth e Kip Winger

John Roth e Kip Winger

A banda sueca Opeth fez seu show com a devida competência no Rock Stage, enquanto o Raven tocava com muita energia no Dio Stage, logo na sequência o Bachman & Turner se apresentou no Festival Stage e fez um excelente concerto, tocando diversos sucessos da longa carreira da banda.

Mikael Åkerfeldt - Opeth

Mikael Åkerfeldt - Opeth

Bachman Turner

Bachman-Turner

Enquanto isso, no Dio Stage o Anvil fazia sua apresentação que levou grande público, acredito que após o documentário da história da banda, esta ganhou muita popularidade, e Lips e sua banda fizeram bem seu papel tocando grandes musicas como Metal on Metal, Mad dog e outras. A própria banda, em uma lição de humildade, faz papel de roadie passando o som e recolhendo os equipamentos ao final do concerto.

Blackie Lawless - W.A.S.P.

Blackie Lawless - W.A.S.P.

Na sequência veio o W.A.S.P. e havia muita expectativa por parte de nós brasileiros, devido ao fiasco que foi a última turnê sul-americana da banda, com diversos shows cancelados e alguns comentários sobre o uso de playback no show de São Paulo. Logo no anúncio do W.A.S.P. no cast do festival foi anunciado que a banda tocaria somente músicas dos dois primeiros discos, W.A.S.P. (1984) e The Last Command (1986), e eles fizeram um show espetacular, passando principalmente por estes dois discos mas tocando também Crazy e Babylon´s Burning do último álbum Babylon (2009) e Chainsaw Charlie e The Idol do disco Crimson Idol (1990). O restante do show não preciso nem dizer que foi fantástico, já que músicas como On Your Knees, L.O.V.E. Machine, Wild Child, Hellion, Sleeping (in the Fire), I Wanna be Somebody e Blind in Texas não precisam sequer serem comentadas. Destaques ainda para Windowmaker, The Torture Never Stops e The Last Command, estas duas últimas que não eram tocadas ao vivo desde 1984 e 1985 respectivamente. A banda como um todo estava muito animada, Blackie Lawless agitou e interagiu bastante com a platéia, que foi bastante receptiva e devolveu toda a energia aos músicos com suas palmas e gritos.

Era a hora do último Headliner do festival, e quem estava com a responsabilidade era o Guns n´ Roses, e estávamos curiosos para saber se o Mr Axel Rose iria atrasar tanto quanto costuma, já que como falei anteriormente, a produção do festival é muito rígida e disciplinada nesse quesito, e após 30 minutos de atraso eles sobem ao palco e fazem seu espetáculo para uma platéia muito apática e aparentemente cansada. Somente os clássicos oriundos de Appetite for Destruction como Night Rain, Sweet Shine on Mine, Paradise City, It´s so Easy e Mr Browstone para levantar um pouco os ânimos, mas mesmo assim foi um show morno em uma noite muito fria do verão sueco. Antes do final do show fui até o Dio Stage que já era em direção da saída, e pude conferir o final do show do Stratovarius para um público de no máximo 500 pessoas, cheguei a tempo de ver Eagleheart, S.O.S., Paradise  e a clássica e já esperada Black Diamond.

Um ponto muito importante a ser ressaltado é a organização e segurança do festival, durante os últimos anos em que tive a felicidade de comparecer, nunca passei por nenhum tipo de problema e muito menos vi uma confusão, acidente ou algo do gênero, é o tipo do lugar que você consegue ver shows de muito perto e sem confusão ou empurra-empurra, sem falar na qualidade do som que é impecável em todos os palcos. Outro ponto importante é que sendo um festival de 4 dias, a produção consegue distribuir bem as bandas e dessa forma mesmo tendo o maior cast entre os festivais europeus, as bandas conseguem fazer shows com um tempo digno de palco, de no mínimo 60 minutos, diferente de outros festivais que sobrecarregam o cast mas fornecem somente 30 minutos de show para a banda, o que notoriamente é uma sacanagem.

O Sweden Rock se destaca principalmente quando levamos em consideração bandas que dificilmente passarão pelo Brasil, como Cinderella, Winger, Treat, Gary Moore, Billy Idol, Y&T, Pretty Maids entre outras, além da possibilidade de assistir grandes shows dessa nova geração de bandas suecas, esse ano representadas pelo Mama Kin, Steelwing e F.K.Ü, mas em outros anos pudemos conferir shows de bandas que tem ganhado muito destaque como Crashdiet, Hardcore Superstar, Crazy Lixx, Vains of Jenna, Heat, Bullet, The Poodles, Hysterica e Crucified Barbara.

O Sweden Rock mais uma vez  mostrou que ocupa um dos principais postos no cenário do Hard n´ Heavy  Mundial.

Anúncios

~ por Vitor em agosto 3, 2010.

3 Respostas to “Sweden Rock 2010”

  1. Ficou ótimo e hoje vou querer um autografo na revista só pra mim 🙂

  2. EU ACHEI TD MASSA FIKOSENSACIONAL O HEAVY METAL E TD DE BOM FICO 10 NÃO FICO 1.000 MUITO BOM….:)

  3. Vitor, parabéns pela matéria, ficou muito show!

    Eu vou ao Sweden 2013, vc se importaria de me dar algumas dicas? Fiz reserva em um hotel em Kristianstad, mas estou perdida quanto a logística, tipo qual ônibus pegar para Solvesborg, quanto tempo leva, se após o festival é complicado para retornar a Kristianstad, essas coisas. Se puder me ajudar agradeço bastante!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: