América do Sul ficou “Em Chamas”

•fevereiro 17, 2009 • 3 Comentários

Muitas pessoas, de diversos locais de São Paulo e inclusive de outros estados estiveram presentes no último domingo (15/02) no Santana Hall (São Paulo) para conferir a única apresentação no Brasil de um dos maiores expoentes do chamado “Death Metal Melódico”, a banda sueca IN FLAMES.

Ao longo dos seus quase 20 anos de carreira, e dos 9 discos lançados até então, a banda nunca havia visitado a América do Sul, destino esse que certamente vigorará nas próximas turnês devido ao grande entusiasmo e alegria com que foram recebidos em nossa terra.

Um desfalque já havia sido anunciado semanas atrás, o guitarrista e fundador da banda Jesper Strömblad infelizmente teve que se afastar dessa turnê para se tratar de problemas de alcoolismo, uma pena já que ele é uma das grandes figuras do Heavy Metal Sueco, e responsável por boa parte da criação das músicas da banda. Para substituí-lo, diga-se de passagem à altura, foi escalado Niclas Engelin, guitarrista do Gardenian e que já havia tocado no IN FLAMES e auxiliado a banda num passado não tão distante (1997 a 1998).

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

A abertura do show ficou por conta do CLAUSTROFOBIA, que apresentou seu thrash metal bem consistente e poderoso, nesse instante já pudemos perceber que a qualidade do som da casa é excelente e que se o IN FLAMES mantivesse a fama que tem, de tocar com extrema perfeição ao vivo, teríamos um grande espetáculo pela frente.

Por volta das 19:45, o IN FLAMES entra em cena já lançando mão de uma das melhores músicas do novo disco A Sense of Purpose (2008), chamada “Delight and Angers” que tem um refrão melódico e impactante, na seqüência um passeio por 4 discos da banda com o grande hit “Pinball Map” do disco Clayman (2000), “Leeches” do disco Come Clarity (2006), “Episode 666” do disco Whoracle (1997), “Drifter” do disco Reroute to Remain (2002) e “Colony” do auto-intitulado disco de 1999.

Assista abaixo a abertura do Show com Delight and Angers + Pinball Map:

Uma pausa para conversa e agradecimento, onde é apresentado com muitos elogios por parte de Anders Fridén (Vocal) o guitarrista substituto de Jesper, e a banda é ovacionada mais uma vez com os famosos coros sul-americanos como “Olé! Olé! Olé! Olê! …. IN FLAMES… IN FLAMES” que por sinal agradam muito as bandas estrangeiras.

A banda mostrou uma postura muito receptiva e esteve muito à vontade durante todo show, Anders conversou muito com a platéia, foi muito simpático, pegou algumas câmeras fotográficas emprestadas das pessoas que estavam na grade, filmou parte do show do próprio palco e tirou diversas fotos para as pessoas, algo que certamente será inesquecível para os respectivos donos das máquinas.

Conversou com a platéia, inclusive fez uma mini entrevista com um Headbanger chamado “Paulo”, que foi xingado em uníssono pela platéia presente.

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

Na seqüência vieram “The Hive” do disco Whoracle (1997), “Cloud Connected” do disco Reroute to Remain (2002), “Alias” do disco A Sense of Purpose (2008), “Behind Space” do debut Lunar Strain (1994) e regravado em Colony (1999), música essa que segundo o vocalista foi responsável por tornar todos eles grandes bêbados.

Confira abaixo Cloud Connected:

Nesse momento foi anunciado que na próxima música todos deveriam pular, e com essa deixa ficou muito fácil descobrir o que viria pela frente : “Only For The Weak” do disco Clayman (2000). É impressionante como algumas atitudes são implícitas no meio do Rock em geral, de modo a ser impossível não repetir certos gestos ou movimentos ao ouvir certas músicas em shows, como por exemplo: Assistir ao MANOWAR tocando “Brothers of Metal” e não fazer aquele gesto com as mãos, assistir ao QUEEN tocando “Radio Ga-Ga” e não bater palmas em sincronia com a multidão, e no IN FLAMES essa egrégora se manifesta em “Only for the Weak”, em que é impossível não se contagiar com a música e sair pulando igual a um louco, certamente foi um dos grandes momentos do show.

Confira abaixo se não é contagiante assistir Only For The Weak (vídeo gravado no Wacken Open Air – Alemanha):

Vieram ainda para fechar a última parte do show as ótimas “Disconnected” do disco A Sense of Purpose (2008), a balada “Come Clarity” do auto-intitulado disco,”The Quiet Place” do disco Soundtrack to Escape (2004), “The Mirror´s Truth” do disco A Sense of Purpose (2008), “Trigger” do disco Reroute to Remain (2002) e o bis com “Take This Life” do disco Come Clarity (2006) que Anders dedicou aos casais presentes por se tratar de uma música que fala de amor, e disse que os homens brasileiros deviam se sentir privilegiados por viverem no país em que estatisticamente tinha as mulheres mais bonitas do planeta, e que nós deveríamos aproveitar isso.

Confira abaixo The Quiet Place:

Mais uma vez conversando com a platéia, Anders agradeceu imensamente a presença de todos, e disse que a próxima música seria a última chance que os brasileiros teriam para incluir o país e a América do sul em futuras datas de shows da banda, além disso, em outro momento ele alegou que não prosseguiria o show enquanto estivessem pessoas sentadas no mezanino, e mandou um a um que levantasse, e muitas vezes não muito educado com aqueles que insistiam em ficar sentados : “Stand up Bitches!”, mas na seqüência declarando amor pela platéia e comparando com o público europeu, que não canta as músicas como os latinos, somente soltam alguns grunhidos e viram-se para o lado.

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

Para fechar o show em grande estilo, a banda tocou “My Sweet Shadow” do disco Soundtrack to Escape (2004) levando todos ao delírio.

Confira abaixo My Sweet Shadow:

Resumo da ópera: os anos de espera valeram a pena pois pudemos conferir um show de extrema qualidade e profissionalismo, com um set-list invejável e que agradou grande parte dos fãs presentes e deixou todos com a alma “metálica” lavada e com um gostinho de “quero mais”.

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

In Flames - Ao Vivo em São Paulo

Set-List:

Delight and Angers
Pinball Map
Leeches
Episode 666
Drifter
Colony
The Hive
Cloud Connected
Alias
Behind Space
Only For The Weak
Disconnected
Come Clarity
The Quiet Place
The Mirror´s Truth
Trigger
Take This Life
My Sweet Shadow

Formação da banda no Show:

Anders Fridén (Vocal)
Björn Gelotte (Guitarra)
Peter Iwers (Baixo)
Daniel Svensson (Bateria)
Niclas Engelin (Guitara) *substituindo Jesper Strömblad

Obs.: Algumas das fotos por Renata Fonseca e Thiago Novaes Turini

Anúncios

Nem todo “Ex” vive na Sombra

•janeiro 21, 2009 • 1 Comentário

Blaze Bayley – 11/01/2009 -Manifesto Bar. Fotos e texto por Renata Petrelli

Acabamos de mudar os digitos de 2008 para 2009 e parece que o ano começou otimista para os Head Bangers com o primeiro show do ano a cargo de Blaze Bayley e banda.

Em um domingo abafado, pouco mais de trezentas pessoas compareceram ao Manifesto Rock bar para prestigiar a volta de Blaze ao território brasileiro quase sete anos depois.

Por mais que os “Ex´s” vocalistas da donzela de ferro carreguem uma sombra pesada, Blaze não pareceu se intimidar com o título de “Ex” que carrega e mostrou um set list longo, com 2 horas entre músicas de seus discos solo e de sua carreira no Maiden.

Com muita disposição e poder (ainda) na voz, além de interpretar suas letras de maneira bem… intimidadora (com direito a caras, bocas e caretas) como se estivesse inserido em cada passagem das músicas, blaze e banda fizeram um grande e entrosado mesclado do que a grande maioria queria ouvir (Maiden) e da carreira solo de blaze, destacando músicas do último e bem feito álbum “The man who would not die”.

A banda de apoio a Bayley executou todas as músicas da carreira solo com bastante perfeição, deixando um pouco a desejar justamente na hora que o modesto público (em quantidade e gigante na empolgação) esperava nas boas músicas da fase de Bayley no Maiden em especial na música The clansman. Claro que estamos falando de discos como The X Factor e Virtual XI, época mais distinta e sombria da donzela e com mais influências do “All- Mighty” Mr. Steve Harris nas composições, porém todos que assistem, exigem, por excelência, a execução impecável de quaisquer música da donzela; porém longe de estragar o show, afinal, show para ser único precisa das suas diferenças e peculiaridades.

Manifesto Rock Bar - Blaze Bayley

Manifesto Rock Bar - Blaze Bayley

As músicas executadas dessa época foram as ótimas: The Clansman (cantada por todos os presentes), Virus, Man on the Edge, Lord of the files, Futureal, Sign of the Cross (com destaques para a fidelidade na execução por parte da banda) e the Edge of darkness, intercaladas com ótimos temas de seus discos solo, com The Brave, Samurai, Blackmailer, Voices of the Past (do último álbum) entre outras mais antigas e não menos cantadas pelos presentes.

É válido destacar que mesmo com uma turnê extensa, com mais de 10 shows em menos de 2 semanas, é visível em toda a banda o prazer e o sangue que todos dão ao tocar cada música e é dessa essência que um bom show do puro e bom Heavy Metal é composta; sorte dos fãs que participaram dessa e azar dos que não valorizam.

Confira abaixo, a reportagem exibida pelo canal Play TV, contendo trechos do show e Entrevistas:

Confira abaixo The Clansman:

Confira abaixo Voices From The Past:


Se você não ouviu ainda The Man Who Would not Die, não perca tempo: Baixe aqui (Copiado de Combe do Iommi Blog)

Após o download, se você gostar, compre o disco.

O Mestre das Trilogias!

•janeiro 21, 2009 • 3 Comentários

Olá Colegas,

Uma das notícias mais festejadas por alguns no ano que passou, foi a volta do vocalista Matt Barlow ao Iced Earth, deixando Tim ‘Ripper’ Owens desempregado novamente, que sina não?

Barlow, que havia abandonado a banda para concluir seu bacharelado em Administração de Justiça Criminal reapareceu, com a “juba” devidamente aparada, e é inevitável não lembrar do episódio do Rei Luizinho, do Pica-Pau. Confira abaixo e me diga se não tenho razão:

Rei Luizinho - Antes e Depois

Rei Luizinho - Antes e Depois

Matt Barlow - Antes e Depois

Matt Barlow - Antes e Depois

Se você não se lembra do desenho, assista esse clássico abaixo:

Após a volta, o Iced Earth lançou um single [I Wal Among You], com regravações do até então último disco [Framing Armageddon], e o tão esperado play [The Crucible of Man – Something Wicked Part 3], com músicas inéditas e com a 3º parte (ou tentativa de continuação) do clássico Something Wicked This Way Comes (1998).

Em minha opinião, diferentemente de muitos fãns da banda, Tim Owens representou muito bem a banda, acrescentando muita energia com o seu vocal “pra lá” de potente e timbre único, e contribuiu bastante nos discos The Glorious Burden (2004) e o supracitado Framing Armageddon, o primeiro destes com grande destaque de criatividade até por ser lançado em edição dupla contando com um CD com a história de Gettysburg, famosa batalha ocorrida em 1863 durante a guerra civil americana.

Enfim, só fato de Schaffer continuar insistindo na continuação do tema Something Wicked This Way Comes me desanima, já que não consigo imaginar um disco que consiga superar a primeira parte datada do ano de 1998, que é um dos melhores discos de Heavy Metal da década de 90 certamente. Enfim, vamos às minhas impressões do disco.

Espero que essa seja a última tentativa, ou que seja somente superstição de Jon em fazer tudo no formato das trilogias, haja visto as Trilogias existentes em Dark Saga, Something Wicked Part 1 e Gettysburg.

2008 - The Crucible of Man

2008 - The Crucible of Man

Tracklist:

01 . In Sacred Flames [Música/Letras: Schaffer]
02 . Behold the Wicked Child [
Música/Letras: Schaffer]
03 . Minions of the Watch [Música: Schaffer. Letras: Barlow]
04 . The Revealing [
Música/Letras: Schaffer/Barlow]
05 . A Gift Or A Curse? [Música: Schaffer/Morris. Letras: Schaffer]
06 . Crown of the Fallen [
Música/Letras: Schaffer]
07 . The Dimension Gauntlet [
Música/Letras: Schaffer]
08 . I Walk Alone [Música: Schaffer/Mills. Letras: Schaffer]
09 . Harbinger of Fate [
Música/Letras: Schaffer]
10 . Crucify the King [Música: Schaffer. Letra: Barlow]
11 . Sacrificial Kingdoms [Música: Schaffer. Letras: Barlow]
12 . Something Wicked (Part 3) [Música: Schaffer. Letras: Barlow]
13 . Divide Devour [
Música/Letras: Schaffer]
14 . Come What May [
Música/Letras: Schaffer]
15 . Epilogue [
Música/Letras: Schaffer]

Produzido por Jon Schaffer and Jim Morris.

Integrantes da Banda:

Matthew Barlow [Vocal] 1994 – 2002 / 2007 – Hoje
Jon Schaffer [Guitarra] 1985 – Hoje
Brent Smedley [Bateria] 1996 – 1999 / 2006 – Hoje
Troy Seele [Guitarra] 2007 – Hoje

Freddie Vidales [Baixo] – 2008 – Hoje

Seele, Vidales, Schaffer, Barlow, Smedley

Iced Earth : Seele, Vidales, Schaffer, Barlow, Smedley

Discografia da Banda:

Iced
Earth1991

The
Night of Stormrider1992

Burnt
Offerings1995
The
Dark Saga1996

Days
of Purgatory1997

Something
Wicked this Way Comes – 1998
EP
: Melancholy1999

Alive
in Athens1999

Horror
Show2001

Covers
: Tribute to The Gods- 2002
Single
: The Reckoning2003

The
Glorious Burden2004
Coletânea
: The Blessed and The Damned – 2004
Single
: Overture of The Wicked- 2007
Framing
Armageddon2007
Single
: I Walk Among You2008

The
Crucible of Man2008

O disco segue alternando músicas rápidas, no melhor estilo da fase antiga da banda, as típicas e já consagradas baladas, tudo isso com um leve toque dos arranjos e produção do disco Horror Show, característica essa que não me agradou muito. Destaques para:

In Sacred Flames abre o disco com introdução instrumental com uma levada clássica e coral lírico, abre o caminho para Behold the Wicked Child, onde já podemos perceber os vocais rasgados de Barlow lembrando bastante a fase Horror Show (fase que não me agrada muito do Iced), e com bons arranjos e as famosas paletadas secas e com vocal feminino apoiando a melodia, enfim uma música mediana sem muitas novidades.

Na sequência vem Minions of the Watch, que é mais cadenciada e equilibrada que a anterior apresentado elementos interessantes no refrão com o vocal de Barlow sendo sobreposto pelo de Schaffer. The Revealing segue pesada lembrando até um pouco a fase antiga da banda, nos tempos de Night of Stormrider, mas é uma música que não acrescenta nada de muito novo a quem já conhece a banda.

A Gift Or A Curse? é uma balada com diversos nuances no início da música, e com uma bela pegada do meio em diante e que volta ao clima inicial, semi-acústico no término da música, uma boa pedida.

Crown of the Fallen e junto com The Dimension Gauntlet apresentam bons elementos de guitarra, e com diversos corais ao longo da música, essa segunda lembrando bastante trechos de Something Wicked This Way Comes.

I Walk Alone, provavelmente é a mais diferente do CD, bastante pesada e direta, sem muita enrolação e com Barlow cantando demais, e com o refrão bastante forte e que nos leva a cantar junto com as cavalgadas de guitarra, não é a toa que foi escolhida para o Single do disco.

Something Wicked Part 3, é uma música morna que no final nos leva aos mesmos acordes da primera versão da mesma, jogada infeliz.

Abraços e até a próxima.

Hard Rock Still Alive!

•janeiro 9, 2009 • 3 Comentários

Olá Amigos,

Vamos falar hoje de um grande lançamento do ano passado [2008] de uma grande banda de Hard Rock Americana, que teve o ápice de sua carreira na década de 80, chegando a fazer tanto sucesso em Los Angeles (grande cidade da cena) que em 27/01/1988, o atual prefeito Tom Bradley entregou a chave da cidade à banda e declarou o dia como ‘Dokken Day’.

Os grandes destaques do DOKKEN em minha opinião sempre foram os grandes riffs de guitarra, fazendo um hard rock mais sujo, mais pesado e direto e a sonoridade única da belíssima voz de Don Dokken.

O disco em questão ‘Lightning Strikes Again’, é o segundo com a atual formação da banda e sucessor do fraco Long Way Home (2002) e do mediano Hell to Pay (2006).

2008 - Lightning Strikes Again

2008 - Lightning Strikes Again

Track Listing:

01. Standing On The Outside (04:04)
02. Give Me A Reason (03:49)
03. Heart To Stone (03:59)
04. Disease (03:29)
05. How I Miss Your Smile (04:04)
06. Oasis (03:43)
07. Point Of No Return (05:00)
08. I Remember (04:50)
09. Judgment Day (04:05)
10. It Means (04:42)
11. Release Me (05:45)
12. This Fire (04:39)

Lançado em 11/04/2008

Lançado pela Frontier Records e Licenciado pela Icarus Music (edição Argentina)
Produzido por Don Dokken
Co-Produzido por Tim David Kelly (Gene Simons Family Jewels, Overhaullin)
Projetado por Wyn Davis (Heaven & Hell, Dio, War & Peace, Great White)

Faça o Download do disco por aqui
Após a audição, se você gostar: compre o disco! (Obs.: download copyright by Combe do Iommi)

Continue lendo ‘Hard Rock Still Alive!’

Edguy: apostando alto…

•dezembro 30, 2008 • 4 Comentários

Hello!

Falarei nesse post sobre um lançamento recente de 2008, que eu acabei ouvindo depois de ter formado meu Top List do ano. É um exelente disco de uma banda que vinha em uma certa decadência após o lançamento do Disco Mandrake que em minha opinião havia sido o ponto alto da carreira até então. Vamos ver até onde o Edguy chega com esse novo disco.

Dois anos após o modesto Rocket Ride, a banda alemã Edguy lança seu novo disco intitulado Tinnitus Sanctus, disco este que em minha opinião é um dos melhores da banda em toda sua carreira.

Logo na primeira audição já percebo alguns fatores que me agradam bastante, entre eles podemos notar: a banda voltou a compor e gravar com mais seriedade, os arranjos estão bem colocados e as composições estão ótimas como antigamente, diversas músicas cairiam como luva nos discos Theater of Salvation e Vainglory Opera. O disco é composto por 11 músicas, sendo que a última é um Bonus Track de gozação chamada Aren´t You A Little Pervert Too?.

Em diversas músicas conseguimos captar diversas influências (sejam elas propositais ou não) de grandes artistas como Deep Purple e Dokken.

2008 - Tinnitus Sanctus

2008 - Tinnitus Sanctus

Tracklist:

01. Ministry of Saints
02. Sex Fire Religion
03. The Pride of Creation
04. Nine Lives
05. Wake Up Dreaming Black
06. Dragonfly
07. Thorn Without A Rose
08. 929
09. Speedhoven
10. Dead Or Rock
11. Aren’t You A Little Pervert Too?

Download : Parte 1Parte 2
Após a audição, se você gostar : compre o CD!

Banda:

Tobias Sammet – Vocal

Tobias ‘Eggi’ Exxel – Baixo
Jens Ludwig – Guitarra Solo
Dirk Sauer – Guitarra Base
Felix Bohnke – Bateria

Edguy (Jens Ludwig, Tobias 'Eggi' Exxel, Tobias Sammet, Dirk Sauer e Felix Bohnke)

Edguy (Jens Ludwig, Tobias 'Eggi' Exxel, Tobias Sammet, Dirk Sauer e Felix Bohnke)

Discografia:

1995 – Savage Poetry
1997 – Kingdom of Madness
1998 – Vain Glory Opera
1999 – Theater of Salvation
2000 – The Savage Poetry
2001 – Mandrake
2003 – Burning Down The OperA – Live!
2004 – Hall of Flames (Coletânea)
2004 – Hellfire Club
2006 – Rocket Ride
2008 – TINNITUS SANCTUS

Site Oficial: http://www.edguy.net/

Vamos às impressões de cada música:

Minstry of Saints: Opa…. não é o Perfect Strangers. Música bem cadenciada com belíssimo refrão, mesmo com o uso de sintetizadores em partes da música, não deixa de ser uma grande música. Os riff´s estão bem arranjados, mesmo não sendo tão rápida é uma grande música do típico Power Metal da banda.

Confira o clip de Ministry of Saints abaixo (obs.: o clip foi feito a partir da edited version, que não possui o tecladão semelhante à perfect strangers no início):

Sex Fire Religion: Música com um Riff bem sujo, bem ao estilo daquelas bandas de hard rock americano que tocam com um tom mais pesado, o vocal de Tobias está mais nervoso nessa música, possui elementos bem familiares aos fãs de Edguy como aquelas desaceleradas antes do refrão (como em Walking on Fighting do Vainglory Opera)

The Pride of Creation: Essa já soa bem mais familiar. Música bem rápida e com um refrão pegajoso bem melódico com backing vocals para todos os lados e mudanças de ritmo durante o refrão e belas cavalgadas de guitarra durante a música. Música para agradar a qualquer fã de metal melódico.

Nine Lives: Opa, de onde veio esse tecladão? Onde estão as guitarras? O começo da música desaponta um pouco, devido ao exagero nos teclados mas isso diminui ao longo da música, para variar outro daqueles refrões que grudam na mente de modo incrível, aliás, Tobias Sammet é mestre na criação desse tipo de refrão, acho que ele até estudou algum tipo de ciência oculta, mensagens subliminares, hipnose ou algo do gênero para compor trechos como esses. É uma boa música, mas em minha opinião é a mais fraca do disco.

Wake Up Dreaming Black: Grande presença de bateria na música, aliás, nota-se uma certa evolução na maneira do Felix tocar, esse disco exigiu um pouco a mais do músico e acredito que a excursão com o Avantasia contribuiu em parte para essa evolução, afinal teve que representar ninguém menos que Eric Singer (Kiss, Alice Cooper, etc) e Alex Holzwarth (Rhapsody). Bom, com relação à música: Power Metal e como disse antes, com grande participação da bateria e das guitarras com alguns harmônicos e um refrão bem forte. Boa música.

Dragonfly: Uma das minhas favoritas do disco, começa com uma levada “à La” Dokken e a música vai crescendo absurdamente até o refrão, possui uma melodia belíssima e transmite bastante emoção ao ouvi-la. O refrão é daqueles que você não consegue ficar sem cantar junto, seja qual for a situação em que você esteja. Os Backing Vocals dão um suporte muito com no refrão.

Confira o audio de Dragonfly abaixo:

Thorn Without A Rose: Como ninguém é de ferro, chegou a hora da balada… e diga-se de passagem: QUE BALADA… Belíssimo som, digno de reconciliar namoro ou conquistar a amada em um momento especial. Mais uma vez com os Backing vocals dando um apoio ao Tobias. Acho que este já aceitou o fato que ao vivo, sua voz não o ajuda muito e já está prevendo isso para os próximos shows. Outro elemento interessante que a banda usou bastante nesse disco foram as paradinhas de bateria que antecedem os refrões.

9-2-9: Começo com riff bem direto, e com a bateria em um tempo mais quebrado, algo que a banda não havia quase apresentado em seus discos anteriores. Refrão bem marcante com Tobias soltando a voz, sem deixar de contar com os backing vocals. Podemos notar mais nessa música a presença até então ofuscada do baixo, e não deixa a desejar.

Speedhoven: outra das minhas favoritas do disco. Heavy Metal Melódico descarado… com um refrão de arrepiar e o vocal bem trabalhado, podia estar em um disco do Avantasia tranquilamente. A música muda de cara a partir dos 4 minutos criando uma atmosfera completamente diferente e volta ao ritmo anterior com muita energia e com Felix tocando muito para fechar a música.

Confira o áudio de Speedhoven abaixo:

Dead or Rock: certamente a melhor música do disco, é a música em que a banda mais arriscou e conseguiu criar um som maravilhoso de rock ´n roll clássico, digno da década de 70 mas com um toque de modernidade. Música com muita energia, impossível ficar parado ao ouvi-la, com a guitarra com um efeito de distorção sensacional que combinou muito com a velocidade da música. Um trecho no meio da música, em que há um coral lembrando muito Queen, além do solo que foi muito em estruturado culminando numa música perfeita para encerramento de shows.

Confira o áudio de Dead or Rock abaixo:

Aren´t You a Little Pervert Too?: como disse anteriormente, é uma música de gozação provavemente aos rednecks americanos, já que a música traz um “q” de caipira.

No Próximo post, irei falar sobre outro lançamento de 2008 que me agradou bastante, é uma clássica banda norte-americana de Hard Rock, mais precisamente de Los Angeles e em 27 de Janeiro de 1988 essa banda recebeu a chave da cidade de Los Angeles, e esse dia ficou proclamado como o dia especial da Banda. Sabia disso?

Até a próxima!

And The Winner is….

•dezembro 28, 2008 • 3 Comentários

Olá Galera,

Chegou o grande momento, de revelar o meu disco favorito de 2008. Antes de tecerem algum tipo de crítica ou simplesmente fechar o seu navegador alegando que este que lhe escreve não conhece nada de Rock ´n Roll, leia o post até o final e assista aos vídeos.

O meu disco #1 em 2008 foi A Sense of Purpose da banda sueca In Flames:

In Flames - A Sense of Purpose (2008)

In Flames - A Sense of Purpose (2008)

Produzido por: In Flames, Roberto Laghi & Daniel Bergstrand
Letras por: Anders Fridén, Björn Gelotte, Jesper Strömblad

Tracklist:

01. The Mirror’s Truth
02. Disconnected
03. Sleepless Again
04. Alias
05. I’m the Highway
06. Delight and Angers
07. Move Through Me
08. The Chosen Pessimist
09. Sober and Irrelevant
10. Condemned
11. Drenched In Fear
12. March To The Shore

Faça o Download em (a senha é inf):
Parte 1 – Parte 2
Obs.: Após a audição, compre o CD… vale a pena!

Que venham as pedras, tanto dos fãs da antiga fase do In Flames, quanto dos apreciadores do rock ‘n roll em geral que se recusam a aceitar a importância do movimento de heavy metal proveniente da Suécia, mais precisamente de Gothenburg (conhecido por Gothenburg Sound ou Gothenburg Metal).

Para quem não conhece, esse estilo de Rock, mistura basicamente o peso proveniente do Death Metal, com arranjos mais melódicos principalmente nas guitarras e se caracteriza por vocais ora guturais e ora mais limpos, principalmente nos refrões. Muitas bandas usam também o teclado em suas melodias, o que é o caso do In Flames, e que em minha opinião é um dos grandes diferenciais dessa grande banda.

Esse disco, sucessor do Come Clarity de 2006, traz muita energia e melodia em suas músicas. O Vocal do Anders está mais conciso e torna-se um dos destaques do CD, logo atrás dos riff´s de guitarra arrematadores criados na maioria por Jesper, outro diferencial é a afinação e o timbre das guitarras.

Seguindo um estilo bem característico do In Flames destacam-se : The Mirrors Truth, Move Trhrough Me, I´m the Highway, Delight and Angers e Disconnected, com riff´s marcantes e refrões pegajosos e impactantes.

Duas faixas que fugiram um pouco à regra certamente foram Alias, e The Chosen Pessimist, essa última completamente dispensável, mas diferente de Alias que traz uma dimensão completamente diferente e extremamente melódica, não deixando de lado o peso de sempre, mas nessa música nota-se com maior ênfase o uso do teclado, mesmo assim é uma das músicas que só de pensar já gruda na mente e demora algum tempo a sair (fato que acaba de acontecer agora comigo).

Confira o Video-Clip da música Alias abaixo:

Confira o Video-Clip da música The Mirrors Truth abaixo:

Outro diferencial do disco está na arte, feita por Alex Fardee, que é um banho de criatividade nas ilustrações e contexto criados, a cada página é contada parte de uma história sempre relacionando o conteúdo da letra às ilustrações. Confira abaixo algumas das ilustrações do encarte:

 

Ilustação do Site Oficial

Ilustação do Site Oficial

 

Encarte - Alias e I´m the Highway

Encarte - Alias e I´m the Highway

 

Encarte - Move Through Me

Encarte - Move Through Me

Discografia do In Flames:

1994 – Lunar Strain
1994 – Subterranean
1995 – The Jester Race
1997 – Black-ash Inheritance
1997 – Whoracle
1999 – Colony
2000 – Clayman
2001 – The Tokyo Showdown (Live)
2002 – Reroute to Remain
2004 – Soundtrack to Escape
2006 – Come Clarity
2008 – A Sense of Purpose

Formação da Banda:

Jesper Strömblad (Guitarras)
Björn Gelotte (Guitarras)
Anders Fridén (Vocal)
Peter Iwers (Baixo)
Daniel Svensson (Bateria)

Se você não conhece In Flames, ou não tem idéia do impacto que essa banda está causando na Europa e no mundo confira os vídeos abaixo:

Only for The Weak Live at Wacken:

Only for The Weak e Clayman Live at Soundtrack Tour:

Colony live in Seoul, Korea

Cloud Connected live in Seoul, Korea

Em documentários e nas entrevistas podemos perceber que a banda de alguns anos para cá, vem com uma sede insaciável por shows e pelo aperfeiçoamento de sua musicalidade. Eles acreditam que a melhor forma de uma banda evoluir é estando na estrada, tocando no maior número de lugares que consigam, seja esse lugar uma arena ou um bar de rock. Exemplo disso pode ser conferido no DVD (Used and Abused… In Live We Trust), onde eles gravaram um show em uma das mais renomadas casas de espetáculo da Europa: o Hammersmith, e o outro show se passa em um bar chamado Stick Fingers, em Göteborg na Suécia.

In Flames na América do Sul

No web-site da banda, podemos conferir uma extensa lista de shows, e também podemos nos chatear ao perceber que eles irão fazer uma turnê sul-americana em fevereiro e ainda não confirmaram nada no Brasil. Será que nenhum produtor está interessado? Será que a venda de discos do In Flames em nosso país não é tão representativa?

Estranho, pois há alguns meses atrás conferi o show do The Haunted, banda essa que faz parte do mesmo movimento de Death Metal Melódico, e em minha opinião possui muito menos expressão do que o In Flames. Junte as peças:

a) o In Flames não faz distinção entre tocar em arenas ou bares;
b) Tivemos show do The Haunted em um bar de Rock para cerca de 300 pessoas;
c) In Flames estará aqui do lado, na Argentina e possui uma janela de 7 dias até viajar para a Austrália e continuar sua Turnê;
d) Produtores??? Where fuck´n are you?

Resolva a expressão: a + b + c + d = IN FLAMES NO BRASIL!!!

Para informação, essas são as datas da turnê sul-americana:

07/02 Monterrey – Café Iguana – Mexico
08/02 Mexico City – Circo Volador – Mexico
10/02 Bogota – Teatro Metro – Colombia
12/02 Santiago – Blondie – Chile
14/02 Buenos Aires – The End – Argentina

Observações sobre o Top 3:

Como vocês puderam conferir, foi um ranking até que eclético (Classic Rock, Thrash Metal e Death Metal Melódico) certo? Bom… faltaram alguns estilos que eu admiro bastante, mas enfim, se tratava de um Top 3.

Desde que eu já havia escolhido os 3 CDs do ano, eu escutei alguns outros que me agradaram e muito, para não ser injusto com esses lançamentos eu irei falar sobre esses 2 grandes discos de 2008 no próximo post.

Dicas: um deles é de uma banda de Hard Rock americana, e o outro é de uma banda de Heavy Metal Melódico alemã, mas que está tomando um direcionamento um tanto diferente já fazem uns 3 discos.

Abraços, e até a próxima!

Essa nem Nostradamus podia prever!

•dezembro 26, 2008 • 1 Comentário
Hello!
Conforme combinado, vamos prosseguir com alguns reviews de discos lançados em 2008. O próximo disco é um lançamento que ao meu ver deixou a desejar, trata-se do disco Nostradamus dos Metal Gods : Judas Priest!
2008 - Nostradamus

2008 - Nostradamus

É um disco bastante inovador, tratando-se do Judas Priest, estes que claramente tomaram um direcionamento bem diferente em vários quesitos, tais como: Disco de estúdio duplo, Trabalho Conceitual e alguns outros que vocês notarão a seguir.

Ao iniciar a audição já me sinto incomodado, pois em quase todos os discos da banda, a primeira música é direta e esmagadora (exemplos: Sinner, Exiter, Delivering the Gods, Rapid Fire, Freewheel Burning, entre outras), e a introdução Dawn of Creation já me deixa entediado até o início de Prophecy, esta sim que mostra um pouco daquilo que conhecemos dos mestres do Metal.

Música com um belo riff de guitarra, e refrão cativante, nota-se que a voz de Rob Halford está com um bom alcance, mas claramente já está com um timbre diferente dos velhos tempos.

O que vem em seguida, é um festival de músicas conceituais, com muito apelo para o teclado, elemento que quase nunca esteve presente nos discos da banda.

Praticamente intercalando uma música lenta, com uma rápida, o disco segue assim até o final, algumas das que se salvam estão no segundo disco. Uma delas é Alone, que tem uma bela melodia e refrão bem estruturado, é o tipo de música que vai crescendo aos poucos até lhe envolver completamente.

Na seqüência de Alone, vem Shadows in the Flame que é uma pequena introdução para a (na minha opinião) melhor música do disco: Visions.

Apesar dos samplers e teclados, é a música mais equilibrada, com belos riff´s, vocal na medida certa e o refrão que fica grudado na mente.

Confira Alone abaixo:


Confira Shadows in the Flame /Visions abaixo:


Resumo da Ópera
: se você conhece Judas Priest, e tem algum tipo de expectativa baseada em qualquer material que a banda já compôs e lançou até então, tire o cavalo da chuva pois Nostradamus não tem semelhança alguma com o passado.
Esse disco entrou na minha lista de decepções por ser um disco longo (23 músicas), de onde só se aproveitam 4 ou 5 músicas (menos de 20% de aproveitamento), algo inaceitável para músicos com o gabarito do Judas Priest, além disso, houve a inclusão e exagero no uso do teclado, algo que em algumas bandas funcionam muito bem (vejam meu próximo post) mas para o Judas soa um tanto estranho.
Rob Halford encenando Nostradamus
Rob Halford

Tive a oportunidade de ver o Judas Priest ao vivo 3 vezes nessa turnê, e apesar desse lançamento ser frustrante, os shows foram impecáveis, tocando petardos como Rock Hard Ride Free, Eat me Alive, Hell Patrol, Between the Hammer & the Anvil, além dos grandes clássicos já consumados Painkiller, Breaking the Law, Sinner, The Hellion+Eletric Eye, Metal Gods e outros. Do disco novo, tocaram a introdução do disco seguida de The Prophecy logo na abertura do show, além de Death. Infelizmente nem Alone e muito menos Visions rolaram em nenhum dos shows que presenciei.

Outro fato curioso, e que notamos com alguma freqüência, é a criatividade dos brasileiros ao colocar apelidos para o disco, como “Nóstragamos” e “Nóscagamos”.

Tracklist:

Disco 1:
Dawn of Creation
PROPHECY
Awakening
REVELATIONS
The Four Horsemen
WAR
Sands of Time
PESTILENCE AND PLAGUE
DEATH
Peace
CONQUEST
LOST LOVE
PERSECUTION

Disco 2:
Solitude
EXILED
ALONE
Shadows In the Flame
VISIONS
Hope
NEW BEGINNINGS
Calm Before The Storm
NOSTRADAMUS
FUTURE OF MANKIND

 

Judas Priest Live 2008

Judas Priest Live 2008

Integrantes da Banda:

Rob Halford (Vocal)
KK Downing (Guitarras)
Glenn Tipton (Guitarra)
Ian Hill (Baixo)
Scott Travis (Bateria)

Discografia da Banda:

1974 – Rocka Rolla
1976 – Sad Wings of Destiny
1977 – Sin After Sin
1978 – Stained Class
1979 – Hell Bent For Leather
1979 – Unleashed in the East
1980 – British Steel
1981 – Point of Entry
1982 – Screaming for Vengeance
1984 – Defenders of the Faith
1986 – Turbo
1987 – Priest … Live!
1988 – Ram it Down
1990 – Painkiller
1993 – Metal Works ’73-’93
1997 – Jugulator
1998 – Live Meltdown
2001 – Demolition
2003 – Live in London
2004 – Metalogy
2005 – Angel of Retribution
2008 – Nostradamus

No próximo post, irei falar sobre o lançamento de 2008 que mais me agradou. Sou meio suspeito para falar dessa banda, mas enfim, é um grande disco.

Até mais!